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Studio Ghibli, vivo ou morto?

Durante o último final de semana, uma série de portais de comunicação e entretenimento noticiou o fechamento oficial do Studio Ghibli. O antigo estúdio de Hayao Miyazaki, supostamente, encerraria suas atividades após a fraca recepção de seu último filme, Omoide no Marnie. A fonte citada pelos veículos foi a entrevista de um dos cofundadores do estúdio, Toshio Suzuki, concedida ao programa Jonetsu Taririku, da TBS.

Ainda que durante sua declaração Suzuki tenha afirmado que o estúdio passa, sim, por um momento financeiro delicado, o diretor não confirmou um possível fechamento do estúdio. Na verdade, o que deve ocorrer nos próximos meses é uma reestruturação profunda em alguns setores da empresa.

Em seu atual formato, o Studio Ghibli apresenta uma estrutura de trabalho bastante onerosa, com um grande quadro de funcionários e muitos custos de produção. Segundo Suzuki, a ideia é desmantelar o estúdio central e redistribuir as funções em células menores, rotativas e menos custosas, um esquema similar ao que já é comumente praticado por outros estudios.

Por enquanto, é difícil especular qual será o resultado das mudanças e como elas afetarão o futuro do estúdio e de suas próximas produções, mas é possível apostar em grandes mudanças após a tímida estreia de seu último filme, que atingiu somente o 3° lugar em seu final de semana de estreia e recolheu pouco mais de 3 milhões de dólares, lembrando que em sua formatação atual o estúdio tem um custo aproximado de 20 milhões de dólares por ano.

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Princesa Mononoke retorna ao Japão

Desde seu lançamento em 1997, o longa animado Princesa Monnoke foi elevado ao status de clássico. Sucesso de público e crítica, o filme de Miyazaki ganhou o mundo e invadiu os cinemas ocidentais.

A repercussão desta obra foi tão grande que, há alguns anos, uma companhia de teatro inglesa fechou um acordo com o Studio Ghibli para adaptar a história de Mononoke aos palcos.

A peça ficou em cartaz na Inglaterra por mais de um ano e foi muito bem avaliada pela mídia especializada. Agora, o país de origem deste clássico cinematográfico terá a oportunidade de conhecer esta releitura.

A estreia da produção no Japão será no dia 29 de abril, em temporada curta, com término no dia 6 de maio. Segundo a produtora, pode haver mais apresentações, tudo depende da recepção do público.

Por enquanto, nada foi mencionado à respeito de apresentações em outros países.

Clique aqui e confira um trailer da peça.

Ghibli em dose dupla

O Studio Ghibli, do aclamado cineasta Hayao Miyazaki, trará ao publico duas obras em 2013. A dupla produção, que por si só já é surpreendente, se torna mais marcante pela presença do próprio Miyazaki como diretor de um dos projetos.
 
O diretor estava aposentado desde 2008, quando produziu Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar. O primeiro projeto é uma adaptação de seu mangá Kaze Tachinu, que acompanha a história de Jiro Horikoshi, o engenheiro responsável por projetar os aviões japoneses durante a segunda guerra mundial.
 
O segundo longa de 2013 será Kaguya-Hime no Monogatari, com direção de Isao Takahata, que já trabalhou para Ghibli no aclamado O Túmulo dos Vaga-Lumes. O novo filme de Takahata é baseado em um conto folclórico sobre um lenhador que encontra uma pequena princesa dentro de um bambu e a liberta de seu cárcere.
Por enquanto, o lançamento dos filmes está restrito ao Japão e não tem data de previsão para o ocidente.