Categoria: Matérias

Conheça Prophecy (Yokokuhan), novo lançamento da JBC

No último sábado aconteceu o Henshin+, o evento anual da JBC, no qual aconteceu o lançamento oficial de Sailor Moon no Brasil, uma roda de debates sobre quadrinhos nacionais, e anúncios de futuros lançamentos da editora. E lá, a JBC revelou o mistério do sequestro do redator Henshin, Leo Kitsune, que quis atrapalhar a editora e revelar as surpresas do evento antes da hora.

A brincadeira do vídeo foi para anunciar o mangá Yokokuhan, de Tetsuya Tsutsui! A obra foi publicada na revista seinen Jump Kai, de 2011 a 2013. O título japonês vem do nome dado a criminosos que cometem crimes premeditados. Na França, onde o mangá foi um grande sucesso, o título adotado foi Prophecy.

Capa do volume 1 japonês.
Capa do volume 1 japonês.

Na história, o mais novo “viral” do famoso portal de postagem de vídeos são os vídeos de um misterioso homem que usa máscara de jornal e que anuncia os delitos que cometerá em um futuro próximo. Quando a polícia se dá conta de que os crimes estão realmente sendo cometidos conforme anunciados, o departamento anticrimes cibernéticos entra em ação para desmascarar o criminoso e deter futuros anúncios!

É um mangá que trata de temas recentes e relevantes, como o cyberterrorismo, o uso da internet para o crime, e ataques via internet como os do grupo Anonymous. Um suspense policial, em apenas 3 edições!

Título oficial: Prophecy;
3 Edições, completo;
Preço: R$ 13,90;
Periodicidade: Mensal;
Papel jornal brite 52g;
Impressão nas capas internas;
Média de mais de 200 páginas por edição;
Dimensões: 13,5 cm x 20,5 cm;
Lançamento: Maio/2014.

O fim de Saint Seiya Omega

A turminha de Saint Seiya Omega.
A turminha de Saint Seiya Omega.

A saga de Kouga de Pégaso e seus amigos chega ao fim em março, segundo informações do site japonês Oricon. Saint Seiya Omega começou a ser exibido em abril de 2012 e deve ser encerrada com 97 episódios. Com base no universo criado por Masami Kurumada, Omega tem uma história original, feita para o animê, que, apesar de não fazer parte da mitologia, usa de elementos e personagens da série clássica.

A história se passa anos após os acontecimentos da saga final de Cavaleiros do Zodíaco, quando Seiya já é o lendário cavaleiro de ouro de Sagitário e um novo grupo de cavaleiros de bronze precisa defender Athena contra outras ameaças. São introduzidos novos personagens e inimigos, e até um sistema de elementos aplicados nos golpes, com suas vantagens e fraquezas.

Olá, eu não sou o Seiya!
Olá, eu não sou o Seiya!

O animê dividiu os fãs por causa da história e poderes diferentes da série clássica, mas seguiu com um certo sucesso, gerando sua própria série de mangá, que já compila um volume em tankobon.

Aqui no Brasil, a série está nas mãos da PlayArte, que disponibilizou em 2013 o primeiro box do animê, com 3 DVDs, e deve lançar o segundo ainda no primeiro semestre deste ano.

Henshin viu: RoboCop

Antes de começar a discorrer sobre o remake de RoboCop, dirigido pelo brasileiro José Padilha, é bom que se estabeleça: Este texto não é um comparativo entre as versões de 2014 e a de 1987, dirigida por Paul Verhoeven. O filme original é praticamente impecável, um marco do cinema de ação, e ponto. Mas aqui vamos falar do novo filme, levando em consideração apenas seus méritos individuais.

A produção conta com Joel Kinnaman (da série The Killing) no papel principal do policial Alex Murphy/RoboCop, Abby Cornish (Sucker Punch) como sua esposa Clara, Michael Keaton como o diretor da Omnicorp Raymond Sellars, Gary Oldman como o Dr. Norton e Samuel L. Jackson como o âncora televisivo Pat Novak. A obra dirigida por Padilha estreia no Brasil hoje, 21 de fevereiro.

A Redação Henshin assistiu o filme a convite da Sony Pictures e da Revista Preview.

–Novos temas, para novos tempos

RoboCop é um filme político, como não poderia deixar de ser. Além de ser remake do já politizado longa original, é dirigido por Padilha, de Tropa de Elite e Ônibus 174.

Cartaz japonês, porque aqui é a "Henshin", não o "Transform"!
Cartaz japonês, porque aqui é a “Henshin”, não o “Transform”!

Aqui, o tema parece ser o controle. Controle sobre a produção e distribuição de armamento militar. Controle sobre a repressão ao crime e à violência. Controle sobre a política interna e externa. E, acima de tudo, controle sobre a opinião pública.

E isso se dá não apenas na esfera de personagens “pequenos” neste mundo, como Alex Murphy, que é apenas um policial investigando o possível envolvimento da polícia no roubo e tráfico de armas; como também em um nível “macro”: Uma grande empresa, a Omnicorp, que já espalhou seus produtos (robôs e drones de combate militar) pelo mundo, menos nos EUA, onde há uma lei que proíbe esta prática, e precisa fazer com que a opinião pública pressione o Senado para que a lei seja revogada. Para isso, eles se utilizam da televisão (através do personagem de Samuel L. Jackson, uma paródia da Fox News americana, de extrema direita conservadora), e do RoboCop, um robô que é ao mesmo tempo humano, ou pelo menos pensa ser.

A alta cúpula da Omnicorp, a OCP.
A alta cúpula da Omnicorp, a OCP.

São temáticas relevantes para os dias de hoje, mas o problema aqui é: Qual o contexto? Por que os EUA estão em Teerã? Em que os homem-bomba do início do filme acreditam? E, mais importante, qual o nível de criminalidade da cidade de Detroit? A cidade tem seus criminosos, laboratórios de drogas, policiais corruptos, etc.; porém é uma cidade limpa, bonita, moderna e praticamente pacífica. Além de um ou dois ladrõezinhos que o RoboCop prende, o resto se concentra em seus próprios esconderijos, nunca ameaçando a população. O filme nunca nos faz realmente sentir a necessidade de um robô para combater o crime, o que seria fundamental.

Mesmo com um certo didatismo, é interessante notar como a figura do RoboCop é o centro de tudo. Ele representa o perigo do uso errado de tecnologias criadas com boas intenções, já que o Dr. Norton, de Gary Oldman, desenvolve próteses robóticas que substituem membros amputados, mas acaba desenvolvendo uma arma. Representa a mão pesada do Estado e das grandes organizações, controlando o homem. Mas, mais que uma arma, o RoboCop aqui é um produto. Todas as decisões que vão afastar e irritar os fãs do filme antigo partem desse princípio, de que este RoboCop é manipulado pelo sistema a ponto de ser apenas uma jogada de marketing para que os robôs pareçam mais amigáveis. Por isso a cor preta (menos “polícia” e mais “cool”), a mão humana (evidência de humanidade) e a arma de choque (se não é letal, não há porque ter medo).

Mesmo assim, a armadura cromada é bem mais legal!
Mesmo assim, a armadura cromada é bem mais legal!

Mas tudo isso faz parte do lado “cabeça” do filme. E o “bang-bang”?

–“Vivo ou morto, você vem comigo.”

Quando é pra ser realmente divertido, RoboCop consegue. O filme conta com algumas boas cenas de ação e tiroteio, com destaque para o primeiro teste real de combate do RoboCop (cuja trilha sonora pode soar estranha para muitos), e uma cena de tiroteio no escuro, que praticamente simula a lógica de jogos de tiro em primeira pessoa (uma relação entre a automatização da polícia e a banalização da violência nos videogames?).

As cenas são tão boas que fica a sensação de que deveria ter mais. O longa demora para “começar”, reservando boa parte de sua introdução ao desenvolvimento do “produto” RoboCop (o que lembra bastante Batman Begins), e quando a ação parte para as ruas de fato, as cenas são esparsas. Talvez um maior equilíbrio entre a parte socio-política e a ação beneficiaria a obra.

A famigerada mão humana do RoboCop.
A famigerada mão humana do RoboCop.

Outro problema acaba sendo o astro da produção. Joel Kinnaman não tem um pingo de carisma. Ele passa o filme todo praticamente inexpressivo; e dessa vez não existe a desculpa de “ele é um robô!”, pois a base do conflito aqui é a luta de seu lado humano contra sua programação. Um ator um pouco melhor ajudaria bastante a fazer com que o público se importe com a ação.

E quanto à maior preocupação dos fãs antigos, a violência: Sim, é um filme com censura 14 anos (PG-13, nos EUA), por isso não tem praticamente uma gota de sangue sequer. Porém, aí está mais uma relação com o Batman de Christopher Nolan: ele é um filme violento, mesmo sem sangue; principalmente a sequência de abertura em Teerã (preste atenção ao que acontece ao filho do homem-bomba, fora da tela).

–Vale a pena?

Muito, mas só se você conseguir desligar a sua memória do filme original. E não por ser “inferior” ou “ruim”. Mas por serem filmes diferentes, com propostas diferentes, em épocas diferentes, que apenas partem do mesmo princípio: “Uma empresa ligada ao governo transforma um homem em máquina”.

O RoboCop de Padilha é um bom filme, e ótima porta de entrada para o diretor brasileiro em Hollywood.

Cartaz nacional.
Cartaz nacional.

Conheça BTOOOM!, o próximo lançamento da JBC

Em breve você poderá ter em mãos uma das primeiras novidades da JBC para 2014: o mangá survival BTOOOM!, de Junya Inoue. A obra começou a ser serializada na revista Comic Bunch em 2009 (primeiro na semanal, depois na mensal), e tem 13 volumes publicados até o momento lá no Japão. No fim de 2012 foi ao ar a adaptação em animê, em 12 episódios, com produção do estúdio Madhouse, o mesmo de Death Note e da nova versão de Hunter x Hunter.

Agora, a Editora JBC vai arrebentar e publicar o mangá aqui no Brasil! É mais uma obra na linha dos thrillers de ação e suspense como Diário do Futuro e Jogo do Rei; além de ser o segundo melhor mangá para trocadilhos temáticos, depois de Super Onze (que foi um golaço editorial, devemos acrescentar).

Agora é hora de apertar start e entrar no jogo!

O game

No mangá, “BTOOOM!” é um jogo de videogame criado pela Tyrannos Entertainment, que, com esse nome, só pode ter o Dr. Evil como presidente. Nele, os jogadores devem formar times e se enfrentar em arenas ao estilo Counter Strike, porém, em vez de rifles e pistolas, o jogador deve usar somente bombas chamadas BIM. Ou seja: partidas inteiras gritando “Fire in the hole!!” no ouvido do seu time. Diversão!

Existem diversos tipos de BIM; como, por exemplo, a “Cracker BIM”, uma bomba simples que explode ao fazer contato; a “Timer BIM”, que explode após uma contagem de tempo; ou a “Remote Control BIM”, que pode ser usada como armadilha e ativada à distância.

Tem também o Mr. BIM, pronto pra te matar.
Tem também o Mr. BIM, pronto pra te matar.

Nenhum jogador escolhe qual tipo de BIM vai usar. É o jogo que decide, aleatoriamente, para cada jogador. As partidas são online, com até 32 jogadores. Cada um no seu sofá, confortavelmente, explodindo bombas de pixels sem nenhum risco pra ninguém. Não é?

Saindo da zona de conforto

Ryota Sakamoto é um dos melhores jogadores de BTOOOM! do mundo. Mas na “real life” é só mais um desses “NEETs”, uma, digamos, classe social japonesa, formada por caras que não estão nem trabalhando e nem estudando. Ryota é, basicamente, um inútil que joga videogame muito bem.

Não existe headshot no BTOOOM!, Ryota. Você está louco.
Não existe headshot no BTOOOM!, Ryota. Você está louco.

Até o dia em que ele acorda em uma selva e um homem que ele nunca viu na vida começa a jogar bombas contra ele. O mundo de Ryota vira de cabeça para baixo.

Ryota foi selecionado, sequestrado e jogado em uma ilha, na qual deve lutar pela sua vida nas mesmas regras do jogo de videogame, porém com bombas de verdade, e tirando vidas de verdade. E agora? Cadê aquele jogador frio e eficiente, matando “players” com as mais diversas táticas, sem se importar com as consequências? Ryota será capaz de, de fato, matar?

Se ele não for, com certeza muita gente lá será! Por isso, não perca BTOOOM! por nada! Nem que a banca exploda!

Em breve, nas bancas!!

Capa do Volume 1
Capa do Volume 1

Título oficial: Btooom!;
13 Edições, em andamento no Japão;
Preço: R$ 12,90;
Periodicidade: Mensal;
Papel jornal brite 52g;
Impressão nas capas internas;
Média de 184 páginas por edição;
Dimensões: 13,5 cm x 20,5 cm;
Lançamento: Fevereiro/2013.

Intel Extreme Masters 2014

Começa hoje, 27, em São Paulo, a sétima edição da Campus Party Brasil, realizada no Anhembi Parque. Com a abertura dos portões programada para o meio-dia (e com muita gente na fila!), o evento de origem espanhola é um dos maiores no segmento de cultura e tecnologia. E, pela terceira vez, a feira geek abriga o Intel Extreme Masters, campeonato de games que é disputado por jogadores de todo o mundo.

E-sports já atraem multidões!
E-sports já atraem multidões!

A edição 2014 do Intel Extreme Masters São Paulo contará com partidas de Starcraft II e League of Legends. Os duelos de SC2, jogo de estratégia da Blizzard, acontecem entre 28/01 a 01/02, começando com quatro grupos em que os melhores seguem para os playoffs.

Starcraft 2 e suas unidades de combate.
Starcraft 2 e suas unidades de combate.

O destaque fica por conta do campeonato de LoL, MOBA da Riot, que costuma atrair uma multidão aficionada por e-sports à área dedicada ao IEM SP. O campeonato de League of Legends é todo no estilo mata-mata, em jogos “melhor de 3”, e conta com oito times: PaiN Gaming, Seven Wars e CNB e-Sports Club, todos do Brasil; Isurus Gaming e Furious Gaming, da Argentina; Lyon Gaming, do México; e Millenium, da França. Os americanos do Team Dignitas, que ocupariam o oitavo spot, tiveram problema com o visto para o Brasil e devem ser substituídos por alguma equipe brasileira, ainda não definida. As quarta-de-final de LoL ocorrem amanhã, 28, e as semis e finais na quarta-feira, definindo o campeão, que fatura 15 mil dólares em premiação.

Ah, todo carisma dos campeões de LoL!
Ah, todo carisma dos campeões de LoL!

O local onde ocorre o IEM SP 2014 é aberto ao público então fica fácil dar um apoio aos times brasileiros no seu game favorito. Será que o Brasil leva algum dos campeonatos esse ano? Para mais informações de como chegar ao evento, basta acessar este link do site da Campus Party.

Hearthstone entra em beta aberto

A Blizzard finalmente abre a portas de Hearthstone: Heroes of Warcraft para que os fãs possam testar o jogo livremente. O primeiro beta fechado saiu em agosto de 2013 e os convites foram sendo liberados para jogadores em levas cada vez maiores até dezembro do mesmo ano. Agora a produtora americana entra em 2014 lançando o beta aberto do game, como prometido na BlizzCon (leia aqui).

Poderes cósmicos e fenomenais... dentro de uma lâmpadazinha.
Poderes cósmicos e fenomenais… dentro de uma lâmpadazinha.

Na terça, 21, a Blizzard seguiu para sua fase de testes final, abrindo o beta sem restrições. Com o número maior de acessos ao jogo, espera-se descobrir e sanar mais bugs que forem sendo encontrados, além de testar a estabilidade dos servidores. Para participar desse beta, basta visitar o site do título, criar uma conta Battle.Net e baixar o instalador de Hearthstone. A página contém ainda links para um Guia de Jogo, fotos, vídeos e acesso aos fóruns em português.

Tela de seleção de classe.
Tela de seleção de classe.

Com base no universo de Warcraft, Hearthstone: Heroes of Warcraft coloca o jogador no papel de uma das nove classes características da franquia e o faz duelar online em um jogo de cartas contra outros jogadores de todo o mundo. Ao melhor estilo Magic: The Gathering, o jogador pode customizar seu baralho e descobrir estratégias de combate contra cada adversário. Com sistema free-to-play, em que o jogo é disponibilizado gratuitamente, novas cartas podem ser adquiridas tanto com pontos ganhos em partidas quanto na loja ingame, que vende pacotinhos virtuais que variam de R$6,50 a mais de R$100,00.

Campo de batalha das cartas!
Campo de batalha das cartas!

O jogo faz parte de um tipo de “volta as origens” da empresa, uma gigante da indústria de games que, acostumada a desenvolver títulos de grande porte ao custo de milhões de dólares, resolveu juntar uma pequena equipe criativa para criar um projeto paralelo, dando origem a Hearthstone. Segundo Rob Pardo, executivo-chefe de desenvolvimento da Blizzard, com equipes menores a empresa pode se focar em projetos mais experimentais e aproveitar melhor oportunidades e tendências do mercado, em ciclos de produção muito menores.

Se depender do sucesso de Hearthstone, dá para apostar que esse é um caminho em que a produtora vai investir bem mais daqui para frente. Um joguinho novo da Blizzard por ano? É, dá pra se acostumar com a ideia.

Top 7 – Só pode haver um!

BTOOOM! está chegando! Este mangá que é um estouro (desculpem, é inevitável) conta a história de um jogo de vida ou morte na vida real, o famoso e clássico “battle royale”, onde pessoas são mandadas a uma ilha e devem competir até a morte, mas nesse caso com as mesmas regras do fictício game “Btooom!”, onde apenas bombas são as armas permitidas.

Muitas e ótimas histórias já foram contadas neste estilo, então, pra começar o ano arrebentando (é mais forte do que nós!!), vamos com sete recomendações no Top 7!

Por que sete? Porque sim!! BTOOOMMM!!

#7 – Batte Royale (1999)

Você nem esperava ver essa obra nesta lista, né? Pois é, a Henshin tá aqui pra isso. Pra surpreender.

Apesar de o termo “battle royale” ter sido criado antes e já ser usado em competições, por exemplo, de luta livre, o livro/mangá/filme japonês é a primeira coisa que vem à mente pra muita gente.


A versão americana, em vez de colegiais japoneses, tem caras musculosos de sunga. Fica a seu critério…

O clássico livro japonês foi publicado pela primeira vez em 1999, e era tão violento e gráfico que até o Parlamento do Japão desaprovou o livro. E o que acontece quando as autoridades criticam algo? Isso mesmo: Sucesso absoluto. Além disso, houve os filmes e o mangá, publicado por aqui pela Conrad.

A história você já conhece. A garotada de uma certa escola é jogada em uma ilha com armas à vontade e a única regra é: Só pode sobrar um. São páginas e mais páginas de adolescentes se matando das maneiras mais criativas possíveis. Professores de todo o Japão disseram que isso é errado, mas nós não acreditamos neles.

#6 – Deadman Wonderland (2007)

Deadman Wonderland não só é um herdeiro da tradição de “Battle Royale” como é também uma arena de gladiadores moderna (que, de certa forma, é também um tipo de battle royale, não?), já que o “jogo da morte” da vez é em uma prisão-parque-temático (não pergunte) na qual os presos, obviamente, lutam até a morte, sendo assistidos por ricaços que querem ver sangue. Um UFC mais sincero, digamos.

Neste mangá, de autoria de Jinsei Kataoka e ilustrado por Kazuma Kondou, publicado por aqui pela Panini, o personagem principal é um garoto, desses típicos protagonistas amedrontados, que é jogado na prisão por um crime que não cometeu – matar todos os alunos de sua classe… bobagem… – e agora ele quer provar sua inocência nesta chacina, participando de várias outras chacinas.

Porque, se a matança é aprovada por caras ricos, então tudo bem. O mundo tem dessas.

#5 – O Sobrevivente (The Running Man, 1987)

Mais jogo da morte! Mais prisioneiros! Mais matança! Mas “O Sobrevivente” é diferente, pois entende que não é só a elite que quer ver sangue. O povão também!

"Corta pra mim!!"
“Corta pra mim!!”

No filme temos um reality show, O Sobrevivente, estourando de audiência (hein? hein?), no qual condenados lutam por suas vidas para milhares de pessoas assistirem pela TV. Ou você não acha que o Big Brother ficaria bem mais interessante se os participantes tivessem umas metralhadoras e motosserras? Apesar de que, só de ter o Ahhhnold Schwarzenegger no elenco, já é bem mais interessante que o BBB.

O longa-metragem é baseado em um livro de Stephen King, e ao que parece, deixou muito das mensagens sociais do livro de lado, e focou mais em batalhas bizarras em sequência. Resultado: Um clássico do trash. Toma essa, King.

#4 – Kamen Rider Ryuki (2002)

Kamen Rider em um jogo da morte? Pois é. Na série Kamen Rider Ryuki, a terceira série de televisão da retomada da franquia em 2000, existem 13 Riders, que devem se enfrentar em uma série de batalhas em um mundo alternativo, e o vencedor poderá realizar um desejo.

É bonequinho pra caramba!
É bonequinho pra caramba!

Os Riders lutam contra monstros também, é claro. Inclusive, cada Rider tem um monstro próprio (o principal tem um dragãozão!!). Mas aqui nesta lista, o que interessa é que tem um monte de Kamen Riders se batendo, e rolam até alguns combates fatais! Rider matando Rider! Ô loco!

#3 – Highlander (1986) – com colaboração do Pedro Catarino

E agora, mais um clássico! Em Highlander, um grupo de imortais vive um ciclo de disputas e conflitos, no qual todos devem se enfrentar e derrotar seus oponentes através da decapitação. Espadas, cabeças rolando e sotaque escocês. Isso é um filme! É impossível não lembrar da frase clássica da produção: “Só pode haver um!!”, uma expressão que resume bem o espirito desse tipo de obra.

E tem o Christopher Lambert de kilt, também, se isso lhe interessar.
E tem o Christopher Lambert de kilt, também, se isso lhe interessar.

Mesmo que hoje possa parecer datado e com um ritmo um pouco lento demais, o visual ainda impressiona e conquistou público e crítica em sua estreia na década de 80. O sucesso foi tamanho que abriu a porta para diversas sequências de qualidade duvidosa, séries de televisão, games e quadrinhos. No final das contas, nenhum material extra conseguiu chegar aos pés do original. É, parece que só pode haver UM mesmo! (Intervenção do Cassião “Bacanudo” Medauar! – Frescura do redator. O 3 e o 4 são bem honestos, e a série de TV é bem legal também).

#2 – Diário do Futuro (Mirai Nikki – 2006)

Um dos sucessos absolutos da JBC em 2013, Diário do Futuro é um mangá envolvente e intrigante, onde 12 pessoas ganham, cada uma, um “diário do futuro” (não, sério?!) na forma de um telefone celular, salvo exceções, que pode prever o futuro. Isso já bastaria para uma história interessante, se não fosse o Deus Ex Machina, o ser que organizou tudo isso, fazendo com que todos esses portadores se enfrentem até a morte, para que o vencedor se torne Deus!

O que se segue são diversas batalhas inusitadas, nas quais cada um tenta criar armadilhas contra seu oponente usando as previsões do futuro, e as mudanças no futuro causadas pelas suas ações. Além disso, cada diário prevê o futuro de uma forma diferente; umas mais úteis que as outras. Afinal, prever o futuro especificamente dos seus cachorros não vai te ajudar a matar muita gente …

O volume final de Diário do Futuro, o número 12, estará nas bancas a partir de janeiro. Não perca!

#1 – Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2008)

O maior sucesso mundial do momento (exagero?), Jogos Vorazes poderia muito bem ser só mais um desses livros de adolescente, alvo fácil de críticas por quem quer mostrar que tem cultura e “não lê esse tipo de bobagem”, mas no fim das contas é uma história sólida sobre política e injustiça social. Com o bônus de ter adolescentes se matando, o que torna tudo muito melhor.

Na verdade, a trilogia é um guia de caça de pássaros. Não sigam o exemplo.
Na verdade, a trilogia é um guia de caça de pássaros. Não sigam o exemplo.

Jogos Vorazes tem de tudo. Em um futuro pós-apocalíptico (check!), o governo opressor (check!), punindo o povo pobre e faminto (check!) após uma revolta, organiza uma batalha campal até a morte (check!) transmitida pela televisão (check!). Após sua irmã menor ter sido sorteada para participar desta edição, Katniss Everdeen se oferece em seu lugar (check!), e é assim que começamos a história.

Mas o mais importante de tudo isso é: Tem Jennifer Lawrence no filme!

CHECK!!
CHECK!!

—-

Não perca, pois, em breve, mais uma batalha mortal vai explodir as bancas (não dá pra parar!!), com BTOOOM! Pela JBC!

Franquia de Magic: The Gathering pela Fox

Meu sonho era aparecer na telona!
Meu sonho era aparecer na telona!

Pegando todo mundo de surpresa, a Fox adquiriu junto à Hasbro os direitos para versões cinematográficas do card game Magic: The Gathering. O estúdio americano pretende criar uma série nos moldes de Harry Potter e O Senhor dos Anéis, e por isso escolheu o roteirista/produtor Simon Kinberg, de X-Men 3 (2006), Sherlock Holmes (2009) e Elysium (2013), para levar o projeto adiante.

Anjo Serra, carta icônica da série.
Anjo Serra, carta icônica da série.

Magic: The Gathering foi criado em 1993 por Richard Garfield para a Wizards of the Coast e até hoje se mantém como o mais influente jogo de cartas colecionáveis no mercado. O card game gira em torno de duelos entre feiticeiros que utilizam as magias e personagens representados em cartas ricamente ilustradas, divididas nas cores branca, azul, vermelha, verde e preta, para derrotar um ao outro. Com milhares de cartas e opções de montagem de decks (como são chamados os baralhos do jogo), os jogadores têm inúmeras possibilidades de estratégia ou estilo de jogo.

Com o passar dos anos, e a cada expansão lançada, a mitologia da franquia foi se desenvolvendo, com camadas adicionais de história se desdobrando em livros, quadrinhos e jogos para computador baseados em Magic. A película ainda não tem data de lançamento, então resta especular quais histórias serão base para os filmes. Alguém arrisca um palpite?

Crítica – O Hobbit: A Desolação de Smaug

O segundo filme da franquia Hobbit marca a quinta vez em que o diretor neozelandês Peter Jackson nos leva para uma viagem ao universo criado por J. R. R. Tolkien. Até agora, foram três filmes (A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei) contemplando a trilogia de livros de O Senhor dos Anéis e dois (Uma Jornada Inesperada e A Desolação de Smaug) baseados no livro em volume único O Hobbit, com mais uma película (Lá e de Volta Outra Vez) agendada para o fim de 2014, fechando a série. Será que essa exposição prolongada ao mesmo mundo, somada ao fato de ter sido preciso esticar a história de um livro para que ele rendesse uma trilogia, acaba cansando o público?

O filme, com 161 minutos, só estreia amanhã, sexta-feira 13, mas para sua sorte, a Henshin desvenda agora mesmo essa e outras dúvidas para você!

Aventura mais do que esperada

Uma manhã de 35 graus. Assim começou o dia em que fomos assistir O Hobbit: A Desolação de Smaug. Apesar da roupa colada na pele por causa do calor insuportável, bastou entrar na sala do cinema e os primeiros acordes da trilha característica da série começarem a tocar, para nos sentirmos de volta, mais uma vez, no mundo cheio de vida da Terra Média.

Olá, eu sou o Gandalf. Você me conhece de filmes como...
Olá, eu sou o Gandalf. Você me conhece de filmes como…

Uma breve introdução traz um lampejo de Gandalf (Ian McKellen), um ano antes dos acontecimentos de Uma Jornada Inesperada, instruindo Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage) a reunir os exércitos dos anões para retormar Erebor das garras do dragão Smaug, antes que o mal se concentre na região. O cenário deste primeiro encontro é um local que vem a ser visitado pelos hobbits de O Senhor dos Anéis futuramente e, de quebra, traz uma participação especial do diretor. Não pisque.

Voltando ao presente, Azog e seu grupo de orcs continuam no encalço dos 13 anões, do mago Gandalf e do hobbit Bilbo (Martin Freeman), que acabam procurando refúgio na morada do corpulento Beorn (Mikael Persbrandt). O transmorfo tem uma aparição rápida neste capítulo da franquia, mas deixa marcado seu auxílio aos anões por causa da repulsa que tem pelos maléficos orcs. A cena da transformação de urso para homem ficou especialmente bem feita e mostra o poder de fogo dos efeitos especiais da Weta Digital. Toma essa, Crepúsculo!

A partir daí, a trupe de Thorin entra em uma corrida contra o tempo para chegar até a Montanha Solitária e achar a porta secreta, que dá acesso seguro ao interior da fortificação, antes do Dia de Durin. Lá, o Escudo-de-Carvalho espera encontrar a Pedra Arken, gema mágica que simboliza o direito de reinar sobre os anões, para conseguir seu apoio.

A aventura, então, continua pela Floresta das Trevas, lar dos elfos silvestres. O local, que já foi uma floresta verde e cheia de vida, agora está tomado de influências sombrias, com um visual pálido e clima asfixiante. Além da desorientação que esse lado maligno da Floresta das Trevas conjura sobre os heróis, os novos moradores da região são aranhas gigantes devoradoras de carne. Abrimos um parêntese aqui para um aviso: cuidado aos que tiverem algum grau de fobia em relação a aracnídeos. A caracterização dos monstros ficou MUITO boa e os closes são generosos. Durante as cenas em que as aranhas aparecem, foi possível sentir uma certa tensão no ar na sala do cinema. Ugh!

Os anões e Bilbo acabam se encontrando com os elfos da floresta, governados pelo rei Thranduil (Lee Pace), pai de Legolas (Orlando Bloom) e que representa perfeitamente a nobreza e arrogância da raça élfica. Vale lembrar que este ainda é um período em que o relacionamento entre elfos e anões ainda era bem conturbado, gerando faíscas entre Thranduil e Thorin.

Olhe bem nos meus olhos élficos!
Olhe bem nos meus olhos élficos!

Por falar em Legolas, muita gente temia, por causa dos trailers, que esse fosse um “Legolas movie”, mas dá para dizer que não é o caso. Obviamente quiseram se aproveitaram do fato de o arqueiro élfico ser um ícone da Terra Média para muitas pessoas, ainda mais depois do sucesso de O Senhor dos Anéis, que projetou ainda mais sua popularidade. A força da imagem de Legolas, aliada ao carisma de Ian McKellen como Gandalf, fazem com que a transição de público de SdA para Hobbit se torne bem mais fluida. Então, sim, sua participação foi bastante estendida quando comparada ao livro, mas está tudo muito bem diluído nas quase três horas de filme, não ficando nem cansativo, nem forçado demais. Bloom, apesar de mais experiente (ó, eufemismo!), continua encarnando perfeitamente o galã, mas é possível ver claramente um pouco do efeito de rejuvenescimento semelhante ao usado em Cate Blanchett ser aplicado ao ator em diversas cenas.

Contemplem, fãs de Lost!
Contemplem, fãs de Lost!

E, se o tema for polêmica, temos que citar a personagem Tauriel (Evangeline Lilly), exclusiva da versão cinematográfica de O Hobbit. Assim que souberam da inclusão da nova personagem, muitos fãs torceram o nariz, mas é impossível negar que ela tem uma papel importante para a obra: ser uma personalidade feminina forte, para contrastar com o cast predominantemente masculino da saga. Para criar uma identificação com o público feminino, Jackson escolheu construir Tauriel como uma elfa que tem uma pitada de Éowyn e um outro tanto de Arwen (ambas de O Senhor dos Anéis). Embora para alguns de nós seja difícil separar a imagem de Kate (da série Lost) da atriz canadense, Evangeline realiza o papel com competência e faz a personagem crescer durante o filme.

Em um jornada secundária, a trama segue o caminho de Gandalf, que parte para o sul a fim de descobrir a verdadeira identidade do Necromante, e do porque de hordas de orcs estarem aparecendo por todos os lugares após sua presença sombria ter se estabelecido na Colina da Bruxaria.

Anões alinhados, senhor!
Anões alinhados, senhor!

O filme ainda passa por outros lugares, como a Cidade do Lago e Erebor, a Montanha Solitária, revelando alguns personagens novos, mas que também ocupam os holofotes em O Hobbit: Bard e Smaug. Bard é descendente dos homens de Valle, cidade que foi destruída por Smaug na sua conquista sobre a Montanha Solitária, é extremamente habilidoso com o arco e flecha e se torna peça vital na viagem dos anões. Personagem querido dos fãs da saga, é interpretado por Luke Evans, que acerta o ponto na caracterização do arqueiro.

Face a face
Face a face

Smaug, por sua vez, é um capítulo a parte. O badalado Benedict Cumberbatch cede a voz e o corpo (via motion capture) para que o terrível dragão Smaug ganhe vida. O visual e a grandiosidade do dragão ficaram impressionantes e, como fãs das histórias de Tolkien, podemos afirmar com todas as letras que é tudo que sempre sonhamos! Toda cena de interação de Smaug com Bilbo, além de divertida, dá o tom de diversas escalas: a diferença abissal de tamanho, o volume do tesouro em Erebor e, claro, dois intelectos duelando com palavras. Não chega a ser um “Charadas no Escuro”, mas as baforadas de fogo do dragão compensam a falta do carismático Gollum.

Falta muito pro próximo?
Falta muito pro próximo?

Considerações finais e a desolação da espera

A sensação que se tem ao assistir esse segundo capítulo da saga de O Hobbit é quase que a mesma de ver O Império Contra-ataca (Star Wars, Episódio V). O senso de urgência, a ascensão e o sentimento de total impotência ao fim da história, fazem com que mesmo quem já leu o livro fique na ponta da poltrona. Apesar de tudo, o filme abraça sua origem infanto-juvenil, com diversas situações de humor ou ação mais carregadas que seriam vistas com maus olhos em O Senhor dos Anéis, mas que aqui se encaixam perfeitamente. Mas, já é possível visualizar a sombra que começa a cobrir as terras e quanto isso vai mudar o mundo até o momento em que Bilbo entrega o Um Anel ao seu sobrinho Frodo. O filme é bem construído tanto quando se analisa a história contida nele, ou quando colocamos ele como uma peça na trilogia e até mesmo na “hexalogia”. Mesmo tendo o benefício de estar apoiado em séries de livros que foram criados e então alterados para se interligarem, Peter Jackson dá um show ao transpor, a sua maneira, tudo isso para as telas, mostrando como se faz um prequel de qualidade. Mas, ei, o papo de Terra Média vs hexalogia Star Wars fica para uma próxima, ok?

Dando uma sentença final, é um filmaço, tão bacana quanto o primeiro, mas indo além. Enquanto Uma Jornada Inesperada foi um capítulo introdutório, apresentando e dando espaço para cada um dos personagem ter o seu momento de brilhar, A Desolação de Smaug fecha o escopo, focando nas inter-relações entre alguns dos heróis. As conversas entre Thorin e Balin põem em cheque o quanto vale um sonho e o valor das pessoas; O trio Tauriel, Legolas e Kili expõe a amizade, o amor e a honra; Por fim, Gandalf e Bilbo, cada um do seu modo, mostra a importância das pessoas no mundo e dão a deixa do que vem a seguir.

Um mundo de verdade!
Um mundo de verdade!

O cuidado com os detalhes, os cenários magníficos e até o 3D, mesmo usado algumas vezes para aquelas cenas manjadas de coisas voando para dentro ou fora da tela, ajudam a completar a imersão, nos colocando dentro do mundo imaginado por Tolkien. Detalhe: a última palavra dita no filme é “morte” e resume bem o que vai ser esperar por Lá e de Volta Outra Vez, agendado para dezembro do ano que vem. Agora, é esperar pela conclusão e pedir para o bom velhinho que convença Jackson a dar um chance para alguma das histórias de O Silmarillion, afinal, nesta época de Natal, não custa sonhar.

Tem mais?
Tem mais?

(Sugerimos que leia o texto a seguir apenas depois de ver o filme)

Bônus: O bom, o mau e… a dúvida?

  • O melhor: O olho. O olho! O OLHO!!
  • O pior: câmera em primeira pessoa no estilo GoPro na cena da descida de barril foi completamente desnecessária, destoando completamente do clima do filme. Fora que, obviamente, se os anões tivessem o ouro necessário para comprar uma câmera mágica, iriam preferir gastar tudo em cerveja!
  • O divisor de opiniões: A elfa silvestre Tauriel. O personagem da atriz Evangeline Lilly acaba sendo importante no filme ao fazer o papel de ponte de ligação entre núcleos de heróis e lugares. Faz principalmente a conexão inicial de amizade entre elfos e anões, à frente de seu companheiro de batalhas, Legolas, que só vem a se afeiçoar aos bebedores de cerveja mais adiante na história da Terra Média. Apesar disso, falta um tanto de personalidade a Tauriel, que começa muito solta, mesmo para o padrão do “elfo à frente de seu tempo”, chega a evoluir consideravelmente, mas acaba terminando mais próxima de uma Arwen (interpretada por Liv Tyler em O Senhor dos Anéis) com doses extras de adrenalina.

Grande Guia Fairy Tail, p***@!!!

Em 03 de novembro de 2010 chegava às bancas Fairy Tail nº 1! A obra de Hiro Mashima já tem uma forte base de fãs no Brasil, e nós, da JBC, estamos entre eles!

É hora de relembrar o caminho pelo qual passaram Natsu, Happy, Lucy, Elza, Gray e todos da guilda mais badass de Earthland, em nosso completíssimo Guia Fairy Tail!

O começo (volumes 1 e 2)

Somos introduzidos a esse mundo mágico através dos olhos de Lucy Heartfilia, uma feiticeira celestial que sonha entrar para a Fairy Tail, a mais famosa e mais forte guilda de magos da região (basicamente, caras ultrapoderosos em um boteco). O encontro com Natsu Dragneel, um mago matador de dragões, é apenas o ponto de partida para todas as aventuras.

Muitos acreditam que Lucy é a verdadeira protagonista do mangá, e uma boa evidência é a primeira missão da dupla: Encontrar e destruir um livro. É nesse arco que conhecemos um pouco mais da Lucy, seu gosto por literatura e suas magias de portais celestiais.

Lullaby e o Livro de Zeref (volumes 2 ao 4)

Elza, a Titânia, é a próxima grande maga da guilda a aparecer, convocando o grupo para uma missão arriscada: bater de frente com a guilda das trevas Eisenwald. E é assim que conhecemos mais sobre esse universo, sua organização política controlada pelo Conselho Mágico, e as guildas consideradas fora-da-lei.

Além disso, desbaratar os planos da Eisenwald revela mais um pedacinho de mitologia da série: a flauta Lullaby invoca um monstro do Livro de Zeref. E se você conhece Fairy Tail, sabe que Zeref será muito importante daqui pra frente.

Ilha Galuna e o passado de Gray (volumes 4 ao 6)

Quando Lucy e Natsu decidem aceitar uma missão Classe S na Ilha Galuna, são seguidos por Gray, que queria impedi-los de realizar uma missão tão arriscada. Ela envolve deter um monstro adormecido em um esquife de gelo: Deliora.

E por coincidência, o arquiteto do plano é Lyon, amigo de infância e parceiro de treinamento do Gray. Conhecemos, assim, o passado de Gray, o trauma da morte da sua mestra, e de onde diabos vem a sua mania de ficar pelado a todo momento. É, algumas revelações são mais relevantes que outras…

Phantom Lord e as lágrimas de Lucy (volumes 6 ao 9)

Natsu, Lucy, Happy, Elza e Gray voltam da Ilha Galuna e se juntam aos seus amigos numa grande fest… Nada disso! Boom! O prédio da Fairy Tail é destruído pela guilda rival Phantom Lord, e uma grande batalha começa.

A Phantom Lord tem praticamente a mesma configuração da Fairy Tail: Ambas têm quatro magos de Classe S, um matador de dragões, e seus líderes fazem parte dos Dez Magos Sagrados. Não é uma batalha fácil.

Mas… por que essa batalha começou? Descobre-se que todo esse caos foi encomendado pelo pai da Lucy, a fim de trazê-la de volta para casa (Você odeia quando seu pai te dá bronca na frente dos seus amigos? Você não sabe de nada.). Lucy vem de uma família abastada e seu pai queria que ela continuasse o legado do clã. E temos mais um momento decisivo para a personagem principal de Fairy Tail (pronto, falei!): Lucy não se intimida, bate o pé e impõe sua vontade. As mulheres de Fairy Tail são sempre demais!

A Torre do Paraíso e o triste passado de Elza (volumes 10 ao 13)

Férias! Descanso! Cassino! Divers–Boom!!! Surprise, motherf****r! Elza sequestrada! E por ninguém menos que os seus ex-amigos de infância.

E é assim que conhecemos o passado de Elza Scarlet, praticamente uma escrava na construção da Torre do Paraíso. Em uma tentativa de fuga, Elza é a única que consegue escapar, e seus amigos a consideram uma traidora. Elza reencontra Jellal, o autor do plano de seu sequestro, e a galera da Fairy Tail vai resgatá-la.

O plano, na verdade, era provocar o Conselho Mágico a usar o Etherion, uma arma mágica de destruição em massa, para atingir a Torre (que na verdade era um gigantesco Lacrima – uma pedra mágica) e ativar uma mágica de ressurreição de Zeref (olha ele aí!!). Elza seria o corpo a ser sacrificado para a volta de Zeref.

Em meio a muitas lágrimas e sacrifícios, Natsu consegue absorver e, literalmente, comer o raio de Etherion, ativar a Dragon Force e dar uma surra no Jellal – que, então, volta a si, pois este tempo todo estava sob domínio das trevas de Zeref.

Laxus, Makarov, e a Fairy Tail (volumes 13 ao 16)

Agora finalmente vão deixar a Fairy Tail em paz, não é? Alguém? … Podemos prosseguir, mesmo? … OK, obrigado.

Festa em Magnolia! A guilda foi reconstruída, tem festival na cidade, todos estão felizes, e a Fairy Tail começa a ser conhecida como uma guilda “fanfarrona” e festeira. Legal, não? Mas Laxus não concorda (tinha que ter alguém…). Em sua opinião, a guilda virou uma piada. E ele quer o posto de Mestre para fazer as coisas votarem para o caminho certo.

E para isso, resolve prender a galera toda da guilda nos limites da cidade, e fazer com que lutem uns com os outros, enquanto os membros da guilda vão sendo derrubados, um a um, pela Tribo do Deus Trovão (os guarda-costas de Laxus).

Laxus sempre quis ter seu valor reconhecido, mas era apenas tratado como “neto do mestre da guilda”. Infelizmente, ele escolheu o caminho errado para provar isso. Resultado: Natsu desgraçado da cabeça dando um direto de direita (de fogo) na cara do Laxus. E Laxus expulso da guilda.

Mesmo assim, Makarov ainda reserva um momento para demonstrar que ainda ama seu netinho. Ooowwwnnn!

Oración Seis e a chegada de Wendy (volumes 16 ao 20)

A guilda das trevas Oración Seis começa a se movimentar, e o Conselho Mágico reúne quatro guildas, Fairy Tail, Lamia Scale, Blue Pegasus e Cait Shelter, para detê-la. É neste momento que conhecemos o melhor personagem do mangá.

ICHIYA!!!

~~le Parfum~~
~~le Parfum~~

… ah, e também aparece a Wendy, mas quem liga?

O plano da Oración Seis é encontrar e ativar o Nirvana, uma magia poderosíssima que transforma “luz” em “trevas”, “bem” em “mal”. E para encontrar o Nirvana, eles pretendem usar Jellal (adormecido desde os eventos da Torre do Paraíso).

Após intensas batalhas, o Nirvana é ativado, e o primeiro alvo é a guilda Cait Shelter, da Wendy. Na verdade, o líder da Cait Shelter é o criador original desta arma, que foi construída com boas intenções (transformar “trevas” em “luz”). Mas o ataque é impedido pelo trabalho de todos, o líder da Oración é derrotado pela Dragonforce de Natsu, e tudo fica bem.

No final, Wendy ingressa na Fairy Tail. Aquele lugar cheio de gente bêbada, encrenqueira e seminua. Obviamente o lugar ideal para uma menina de 12 anos de idade.

Edolas, do outro lado do espelho (volumes 20 a 24)

Já como integrante da Fairy Tail, Wendy encontra Mystogan, que na verdade é Jellal… de outra dimensão (insira voz do Saga de Gêmeos aqui)! Descobre-se que existe um outro mundo, em uma realidade paralela, chamado Edolas. Lá, existem versões diferentes de todas as pessoas, e o Mystogan era, o tempo todo, o “Jellal-de-Edolas”. A missão secreta do mago errante Mystogan era conter os portais Anima, criados pelo Reino de Edolas para roubar magia de Earthland (o mundo “normal”). Mas ele não conseguiu resistir por muito tempo, e toda a cidade de Magnolia foi sugada para Edolas… exceto os matadores de dragão, Natsu, Wendy e Gajeel, e os gatos Happy e Charle.

E descobrimos o passado dos gatos! É! Achava que eles eram só mascotes? Não!! Os gatos são da raça dos Exceed, os únicos seres com magia em Edolas, e haviam sido mandados para Earthland a fim de encontrar e trazer os dragonslayers para o reino, pois eles seriam usados como fonte de magia. Mas os gatinhos são traídos pelo reino e transformados, também, em fonte de magia.

Depois de rolarem altas confusões (desculpem, precisava fazer isso) entre a Fairy Tail de Earthland e a de Edolas, “Jellal-de-Edolas”, que é o príncipe perdido de Edolas, decide se passar por vilão, invertendo a polaridade do Anima para eliminar toda a magia do reino e acabar com a guerra. Mas Natsu interfere, e toma o papel de vilão, fazendo de Jellal “o herói que salvou Edolas da destruição, mesmo que às custas da nossa magia”, e assim todos os seres mágicos são mandados de volta à Earthland.

Classe S, Grimoire Heart e Zeref (volumes 24 a 30)

Hora de decidir quem será o novo membro de elite da Fairy Tail: Começa a prova de seleção de Magos Classe S!

Um grupo de magos da guilda é selecionado para ir à Ilha Sirius e participar de uma série de combates para decidir quem é o mais forte do momento, para se juntar à elite, que conta com Mirajane e Gildarts (que são examinadores nesta seleção).

Mas como nada pode ser tranquilo nessa guilda, tudo resolve acontecer ao mesmo tempo: um dos candidatos é, na verdade, um espião do Conselho Mágico, que planejava acabar com a Fairy Tail, e a guilda das trevas Grimoire Heart (liderada pelo segundo mestre da Fairy Tail, Precht, auto-denominado Hades) também planeja um ataque às fadas, com o objetivo de capturar e controlar o poder de Zeref. Ah, sim, é verdade: ZEREF está na ilha. O Mago Negro. A personificação da morte. O arauto do apocalipse. O coisa ruim. O cabrunco. Enfim, todas essas coisas ruins aí.

O objetivo da Grimoire Heart é alcançar a “quintessência da magia”, a “magia originária, ou magia una”, e assim, transformar tudo em um “Grande Mundo Mágico”, do qual os seres não-mágicos não fariam parte. Para isso, seria necessário o poder de Zeref, já que, de acordo com Precht, “a magia é oriunda das trevas”. Logicamente, a Fairy Tail é contra.

O embate final com Precht é acirrado, mas com os gatos destruindo a fonte de poder do Hades, e com Natsu comendo o trovão de Laxus,e formando o poder do Dragão do Fogo-Relâmpago, eles conseguem vencer.

O que não é o fim da batalha, já que todo esse conflito inesperadamente desperta o dragão Acknowlogia. A guilda toda se une para detê-lo, mas a consequência da batalha é a pior possível: A Ilha Sírius e todos os membros da Fairy Tail que estavam nela… desaparecem.

Ano X791, sete anos depois (volume 30 até o atual)

Na verdade, no momento crucial, a primeira mestra da Fairy Tail, Mavis, salvou todo mundo, congelando os membros da guilda. Mas 7 anos se passaram desde então e, com os magos mais fortes da Fairy Tail ausentes, a guilda perde moral, status, e poder. O mundo foi pra frente, a Fairy tail ficou pra trás.

Mas surge a chance de recuperar o tempo perdido: Os Grandes Jogos Mágicos! Porém, mistérios circundam a competição… e se você quer saber mais sobre isso, continue acompanhando Fairy Tail pela JBC!

Spoiler: Os dragões estão chegando!

E que venham mais muitos anos de Fairy Tail pela frente!

Aqui é Fairy Tail!!!
Aqui é Fairy Tail!!!