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Godzilla: O triunfo do Rei dos Monstros

Se seu medo é o de ver um filme parecido com o de 1998, esqueça. O Rei dos Monstros ganhou uma adaptação ocidental à altura, nas mãos do diretor britânico Gareth Edwards. Godzilla pode, sim, ser considerado um genuíno filme do gênero “kaiju”; porém, revelar o porquê seria um baita spoiler. O que se pode dizer é que, na tentativa de se aproximar mais do estilo japonês, o novo longa-metragem toma uma decisão corajosa para um blockbuster hollywoodiano, que pode não agradar o chamado “público médio”, os que não são fãs de longa data do gênero. Mas funciona. E funciona lindamente.

E essa não é a única decisão corajosa deste filme. A virada do primeiro para o segundo ato vem com não um, mas dois grandes choques; o já citado acima, e outro, relativo à escolha de elenco. E é aí que o filme mostra a que veio.

O primeiro ato é focado no personagem de Bryan Cranston (Breaking Bad) e sua paranoica busca pela verdade sobre os abalos sísmicos que se passam anos antes da trama do filme. Ele acredita que, ao contrário da versão oficial, “algo” está tentando se comunicar; e acaba arrastando seu filho, o soldado do esquadrão antibombas vivido por Aaron Taylor-Johnson (Kick-Ass), em sua busca; o que inevitavelmente leva ao centro de pesquisas chefiado pelo cientista vivido por Ken Watanabe (Inception), e ao nosso querido lagarto gordinho radioativo, Godzilla.

Existe, sim, neste ponto, o foco no relacionamento entre pai e filho, sustentado pela sempre eficiente atuação de Cranston, mas depois disso, com os dois inesperados twists já citados, o filme muda e se foca na perseguição ao monstro, que se dirige aos Estados Unidos por conta da alta concentração de energia nuclear no deserto de Nevada, devida a sucessivos testes do governo ao longo dos anos – ou seja, fazer o filme se passar nos EUA faz sentido.

O rastro de destruição em Las Vegas.
O rastro de destruição em Las Vegas.

A relação com o primeiro filme da franquia, de 1954, fica clara aqui: o dilema de vencer um monstro que foi despertado pelos testes nucleares fazendo uso de mais energia nuclear, desafiando a força da natureza e encarando o fato de sermos, sim, muito pequenos perto do que esta natureza contém.

Se este filme tem um defeito, talvez seja o de não ser tão relevante quanto o original, que era uma clara representação do medo japonês da bomba atômica, poucos anos depois de Hiroshima e Nagasaki (citados neste filme). Aqui, o monstro não parece tão representativo, surgindo apenas como uma grande e imparável força da natureza.

Por isso, este Godzilla se assemelha mais aos outros filmes da franquia, tanto em clima quanto em enredo. É um ótimo filme de ação com efeitos especiais eficientes. É, acima de tudo, uma ótima experiência visual, que sabe muito bem criar imagens icônicas e memoráveis (por exemplo, a cena da chegada de um trem em chamas), sem medo de usar o que o público quer ver: o Godzilla.

Taylor-Johnson e o trem.
Taylor-Johnson e o trem.

Todas as cenas com o monstro são boas. Sem exceção. A primeira aparição do Godzilla, por exemplo, é para ficar marcada na história da franquia, no mínimo; primeiro o pé, depois um travelling por todo o corpo até chegar ao close-up no rosto e o urro característico. E ainda tem a baforada atômica! A primeira cena na qual ela é usada é uma das melhores do filme, com certeza.

Tanto é que essas cenas deixam um gostinho de “quero mais”. São poucas e em geral curtas. Poderiam se estender bem mais. Boa parte do 2º e 3º atos são focados na ação do exército e do personagem de Taylor-Johnson tentando derrotar o monstro e chegar vivo à sua família. Existe, inclusive, uma interessante “rima” entre as ações de Taylor-Johnson e do Godzilla, no 3º ato, muito pertinentes, tematicamente, ao que o filme se propõe, que é discutir a relação do homem com a natureza.

Godzilla é exatamente o que se propõe: um filme do Godzilla. Pode parecer óbvio, mas nós, ocidentais, sabemos que não é. É um longa-metragem inteligente em sua narrativa, que faz com que nos importemos tanto com os humanos quanto com o próprio Rei dos Monstros, chegando a emocionar nos minutos finais. Um filme digno do grandioso “GOJIRA”.

Pôster da versão em IMAX.
Pôster da versão em IMAX.

Saiba tudo sobre a divulgação de Sailor Moon

Você já leu o mangá, já se apaixonou pela Usagi, e com certeza já está à espera do 2º volume da série. Mas, na JBC, o trabalho nunca para. Tudo que for possível fazer pelos fãs, a editora vai atrás.

Como já dito antes, o material de divulgação de Sailor Moon, incialmente, não era muito amplo (só tínhamos autorização para usar a capa do volume 1) mas, com o andamento do processo de aprovação, a autora Naoko Takeuchi e a editora Kodansha gostaram da dedicação e empenho na campanha do mangá e, com exclusividade, a JBC teve autorização para utilizar imagens dos artbooks, entre outras, e trabalhar com uma maior variedade de opções.

Abaixo você pode conferir os minicartazes distribuídos exclusivamente para lojas especializadas e livrarias, os marcadores de página exclusivos do evento Henshin+ (os azuis), os marcadores de página exclusivos dos assinantes e algumas lojas especializadas (os rosas – e esse é só o primeiro modelo!), e a testeira para prateleiras de lojas e bancas.

Também temos os cartazes de divulgação espalhados pelos trens do Metrô de São Paulo.

E aqui, o banner utilizado no Henshin+ 2014, na companhia da aniversariante do dia, a Sailor Mars!

O material JBC ficou tão bacana que a editora e a autora pediram para que o enviássemos para eles no Japão! A Kodansha vai pendurar os cartazes em seus escritórios e nos disse que enviaria fotos quando chegassem lá, então fique ligado! Já a Naoko-sensei disse que colocaria em sua própria casa, mas não vai enviar fotos por questão de privacidade.

Além disso, Sailor Moon foi a única história em quadrinhos a figurar na lista de livros mais vendidos de ficção do Publish News (que contabiliza as vendas semanais das livrarias mais importantes do Brasil), em 9º lugar; e na lista de mais vendidos da Folha de São Paulo na categoria infanto-juvenil, em 8º lugar.

Lista da Folha de São Paulo.
Lista da Folha de São Paulo.

Não é legal? Estamos muito orgulhosos do nosso trabalho e da repercussão positiva da obra, tanto no Brasil quanto, agora, no Japão. É a Sailor Moon dando a volta ao mundo!

Prophecy deve ganhar filme no Japão

Microimagem entrega o anúncio do filme.
Microimagem entrega o anúncio do filme.

O preview da edição de maio da revista japonesa Jump Kai trouxe a ilustração inicial da nova série de Tetsuya Tsutsui, o mangá Yugai Toshi. O que os fãs do autor não esperavam é que na pequena imagem divulgada houvesse o anúncio de uma adaptação em filme de sua obra anterior, Yokokuhan (conhecido internacionalmente como Prophecy). Ainda não há mais detalhes sobre a produção, mas ficaremos de olho para novas informações.

"Vou anunciar o que vai acontecer amanhã...!"
“Vou anunciar o que vai acontecer amanhã…!”

No Brasil, a obra será publicada pela JBC com o nome de Prophecy e a previsão de lançamento é para o final de abril. A história gira em torno de um misterioso sujeito, com a cabeça coberta por páginas de jornal, que faz anúncios de crimes premeditados através de vídeos postados anonimamente em um site de streaming. Quando o que foi “profetizado” começa realmente a acontecer, a divisão de cibercrime da polícia japonesa sai em busca do responsável pelos atos.

O thriller policial aborda temas recentes, como redes sociais, ciberativismo e anonymous, e a história é concluída em três volumes.

Esta semana temos duas novidades sobre a edição brasileira: o título, que será Prophecy, como revelamos acima, e a informação de que a capa nacional será uma versão original brasileira. Isso foi um pedido do autor e da editora japonesa, que nos avisaram que não queriam que seguíssemos o design original.

Fique ligado na Henshin, pois a capa nacional já foi aprovada pelo autor e será divulgada na próxima semana, não perca!

JBC 2014: YuYu Hakusho, Prophecy e Lucifer and the Biscuit Hammer!

No Henshin+ 2014, que aconteceu dia 29 de março, além do lançamento de Sailor Moon e do bate papo sobre quadrinhos nacionais, tivemos também anúncios de novos mangás para 2014.

Primeiramente, Cassius anunciou mais um volume de Combo Rangers, de Fábio Yabu! A HQ retornou em 2013 em uma edição de luxo, e terá mais uma edição ainda em 2014, com lançamento na Comic Con Experience, em dezembro!

Outro anúncio, dessa vez direto do Japão, é Yokokuhan. O mangá de Tetsuya Tsutsui, conhecido fora do Japão como Prophecy, foi publicado na Jump Kai e concluído em 2013 com 3 volumes. Para mais detalhes, incluindo nosso vídeo de divulgação do título, clique aqui.

Também foi anunciado o seinen Hoshi no Samidare, ou Lucifer and the Biscuit Hammer. A obra de Satoshi Mizukami foi publicada na Young King Ours, e concluída em 2010 com 10 volumes. Sinopse completa e nosso vídeo de divulgação, aqui.

Por último, de surpresa, a JBC anunciou o retorno do aguardadíssimo Yu Yu Hakusho! O clássico de Yoshihiro Togashi foi publicado pela primeira vez pela JBC de 2002 a 2004, em 38 edições “meio-tanko”. Yusuke e cia. agora voltam em edição especial, em XX volumes! (ou vocês achavam mesmo que íamos contar agora?)

Capa do volume 1 japonês.
Capa do volume 1 japonês.

Prophecy já tem lançamento marcado para abril. “YuYu” e “Lucifer” estarão nas bancas em 2014, porém nenhum deles teve mais detalhes ou data de lançamento divulgada. Fiquem ligados nas redes sociais da Henshin para ter as informações oficiais em primeira mão (inclusive, o perfil @ProphecyJBC deve fazer revelações bombásticas, hein?).

Porque tem coisas que só a JBC faz por você!

Tudo sobre Sailor Moon no Henshin+

No último sábado, 29 de março, aconteceu o Henshin+ 2014, o evento anual da JBC, na Saraiva Mega Store do Shopping Center Norte. O evento deste ano marcou o lançamento do aguardadíssimo Sailor Moon!

Dani Mancz, da banda Gaijin Sentai, cantando na abertura do evento.
Dani Mancz, da banda Gaijin Sentai, cantando na abertura do evento.

Na primeira parte da palestra, totalmente dedicada ao mangá de Naoko Takeuchi, participaram da mesa: Rodrigo Pelaes, do departamento de marketing; Marcelo Rodrigues e Thiago Nojiri, assistentes editoriais; e Cassius Medauar, gerente de conteúdo.

Depois de abrir o evento com o vídeo acima, com a retrospectiva dos lançamentos de 2013, que fez muito sucesso entre o público, Cassius contou o processo para conseguir o mangá. Depois de mais de 10 anos de negociações, a confirmação veio em 2013, quando finalmente a autora liberou a publicação. Apenas quatro pessoas da editora sabiam, e quando houve a confirmação, todos comemoraram numa festa com direito a champanhe! “É um dos mangás mais importantes da história da JBC”, afirmou Cassius.

Marcelo falou do trabalho com a arte do mangá. Um dos fatores que fizeram com que a editora japonesa aceitasse a proposta da JBC foi a excelência no trabalho com Card Captor Sakura, do CLAMP. Por isso, acreditava-se que as dificuldades seriam as mesmas, mas as aprovações de material por parte do Japão foram até mais tranquilas do que o esperado.

Thiago falou sobre o trabalho de adaptação do mangá. É uma obra cheia de nuances e muitas brincadeiras com os nomes, então já havia sido decidido que os nomes originais seriam utilizados, em vez dos nomes da adaptação ocidental do animê. E para deixar o texto o mais natural possível na língua portuguesa, depois de muito debate e discussão na redação, os honoríficos foram retirados, com exceção de dois casos: “Mamo-chan” (do personagem Mamoru), e “V-chan” (a maneira como a Usagi chama a Sailor V). Outros apelidos carinhosos (como “Usako”, por exemplo) serão mantidos também. A intenção é fazer com que a obra seja acessível para o maior público possível, dada a importância do lançamento no Brasil.

Rodrigo contou à plateia sobre as negociações do material de divulgação da obra com a editora japonesa. Havia muito pouco material para se trabalhar, mas a autora admirou o esforço da JBC no lançamento e liberou mais material, como as imagens dos banners do evento e os marca-páginas que a plateia recebeu. Essa autorização é exclusiva para o Brasil, já que em lançamentos de outros países isso não aconteceu!

Tivemos também a presença de Lilian Mitsunaga, uma das mais importantes letristas e diagramadoras de histórias em quadrinhos do Brasil, com experiência de 34 anos de carreira trabalhando com os mais diversos tipos de HQs. Ela é a responsável pela diagramação e letras de Sailor Moon, e afirmou que a obra foi um desafio, pois os balões de fala são muito complexos e com muitos padrões diferentes. Mas ela se divertiu muito, pois está trabalhando com o que ama.

Ao fim das palestras, o Diário Sailor Moon 5, que mostra todos os passos da produção do mangá pela JBC, foi exibido em primeira mão para quem estava presente. Mas você pode conferir agora, aqui pela Henshin!

Tivemos um concurso cosplay, com inúmeros e lindíssimos cosplays de Sailor Moon presentes, distribuímos prêmios exclusivos, a Dani Mancz da banda Gaijin Sentai nos brindou com um pocket show cantando três músicas de Sailor Moon, e todos os fãs foram felizes para casa com sua obra preferida em mãos. Você pode conferir mais fotos do evento no nosso álbum da fanpage da Henshin no Facebook, clicando abaixo!

Clique aqui e veja o álbum na fanpage!
Sailor Moon nº 1 já está chegando às bancas de todo o Brasil, além de também estar disponível em livrarias e lojas especializadas. A obra completa tem 12 volumes, pelo valor de R$16,50. Não perca as aventuras da graciosa guardiã do amor e da justiça pela JBC, e fique sempre ligado para mais novidades aqui na Henshin. E o evento Henshin+ volta ano que vem! Até lá!
Galeria:

Conheça Lucifer and the Biscuit Hammer!

Você acorda num dia qualquer e, do nada, é chamado para defender a Terra da destruição. O que ameaça a existência do planeta é um gigantesco martelo que paira sobre ele. Mas… onde está esse martelo, que ninguém vê?


Ali, ó! Olha lá no céu!

Agora você é o protetor do planeta e da princesa. Mas a princesa também só quer ver o mundo ser destruído. O que você faria? Yuuhi Amamiya, o protagonista da história, decide ajudar a princesa em sua missão destrutiva. E é assim que se inicia essa “jornada do herói” às avessas em Lucifer and the Biscuit Hammer!

“Hoshi no Samidare”, ou “Lucifer and the Biscuit Hammer” (ambos títulos originais do mangá), de Satoshi Mizukami, foi publicado na revista seinen Young King Ours (a mesma de Hellsing), de 2005 a 2010, e tem dez volumes. É uma história que brinca com as características de mangás shonen, como Rurouni Kenshin e Yu Yu Hakusho, combinando batalhas épicas pela proteção do planeta, com muita sátira e humor.

Capa do volume 1 japonês.
Capa do volume 1 japonês.

O mangá foi anunciado no último Henshin+, o evento anual da Editora JBC, junto de Prophecy e do aguardado Yu Yu Hakusho, e chegará às bancas ainda em 2014. Não perca!

1º de Abril no mundo dos mangás

Sabia que no Japão o 1º de Abril é mais do que o Dia da Mentira? A data também indica o começo de um novo ano fiscal e normalmente as aulas começam por volta dessa época. Para os alunos japoneses o ano só começa a partir do comecinho de Abril.

Parabéns a todos aniversariantes!
Parabéns a todos aniversariantes!

Além disso, a data é bastante querida por alguns mangakás, que escolheram o 1º de Abril como aniversário de seus personagens. É o caso da Chachamaru, a robôzinha cheia de segredos e assistente de Evangeline McDowell, do mangá Negima, de Ken Akamatsu.

O mestre Masami Kurumada também escolheu o dia para celebrar o dia de nascimento de Kiki, de Cavaleiros do Zodíaco, que comemorou muitos aniversários até chegar ao posto de Cavaleiro de Áries, em Saint Seiya Omega. E pensar que ele era apenas o estagiário do Mu, hein?

O cãozinho de 1º de Abril do CLAMP marca presença.
O cãozinho de 1º de Abril do CLAMP marca presença.

Mas as campeãs de afinidade com o 1º de Abril são as meninas do CLAMP! Ano passado elas criaram, como uma brincadeira, a Shigatsu Tsuitachi CO. (Corporação Primeiro de Abril) e agora, em 2014, resolveram oficializar o dia como um dia comemorativo do CLAMP, e receberam dezenas de imagens e mensagens dos fãs no Twitter. Entre os personagens aniversariantes temos os protagonistas Sakura Kinomoto (Card Captor Sakura) e Kimihiro Watanuki (xxxHolic).

Alguém aí também fazendo aniversário hoje? Não vale mentir!

Conheça Prophecy (Yokokuhan), novo lançamento da JBC

No último sábado aconteceu o Henshin+, o evento anual da JBC, no qual aconteceu o lançamento oficial de Sailor Moon no Brasil, uma roda de debates sobre quadrinhos nacionais, e anúncios de futuros lançamentos da editora. E lá, a JBC revelou o mistério do sequestro do redator Henshin, Leo Kitsune, que quis atrapalhar a editora e revelar as surpresas do evento antes da hora.

A brincadeira do vídeo foi para anunciar o mangá Yokokuhan, de Tetsuya Tsutsui! A obra foi publicada na revista seinen Jump Kai, de 2011 a 2013. O título japonês vem do nome dado a criminosos que cometem crimes premeditados. Na França, onde o mangá foi um grande sucesso, o título adotado foi Prophecy.

Capa do volume 1 japonês.
Capa do volume 1 japonês.

Na história, o mais novo “viral” do famoso portal de postagem de vídeos são os vídeos de um misterioso homem que usa máscara de jornal e que anuncia os delitos que cometerá em um futuro próximo. Quando a polícia se dá conta de que os crimes estão realmente sendo cometidos conforme anunciados, o departamento anticrimes cibernéticos entra em ação para desmascarar o criminoso e deter futuros anúncios!

É um mangá que trata de temas recentes e relevantes, como o cyberterrorismo, o uso da internet para o crime, e ataques via internet como os do grupo Anonymous. Um suspense policial, em apenas 3 edições!

Título oficial: Prophecy;
3 Edições, completo;
Preço: R$ 13,90;
Periodicidade: Mensal;
Papel jornal brite 52g;
Impressão nas capas internas;
Média de mais de 200 páginas por edição;
Dimensões: 13,5 cm x 20,5 cm;
Lançamento: Maio/2014.

O fim de Saint Seiya Omega

A turminha de Saint Seiya Omega.
A turminha de Saint Seiya Omega.

A saga de Kouga de Pégaso e seus amigos chega ao fim em março, segundo informações do site japonês Oricon. Saint Seiya Omega começou a ser exibido em abril de 2012 e deve ser encerrada com 97 episódios. Com base no universo criado por Masami Kurumada, Omega tem uma história original, feita para o animê, que, apesar de não fazer parte da mitologia, usa de elementos e personagens da série clássica.

A história se passa anos após os acontecimentos da saga final de Cavaleiros do Zodíaco, quando Seiya já é o lendário cavaleiro de ouro de Sagitário e um novo grupo de cavaleiros de bronze precisa defender Athena contra outras ameaças. São introduzidos novos personagens e inimigos, e até um sistema de elementos aplicados nos golpes, com suas vantagens e fraquezas.

Olá, eu não sou o Seiya!
Olá, eu não sou o Seiya!

O animê dividiu os fãs por causa da história e poderes diferentes da série clássica, mas seguiu com um certo sucesso, gerando sua própria série de mangá, que já compila um volume em tankobon.

Aqui no Brasil, a série está nas mãos da PlayArte, que disponibilizou em 2013 o primeiro box do animê, com 3 DVDs, e deve lançar o segundo ainda no primeiro semestre deste ano.

Henshin viu: RoboCop

Antes de começar a discorrer sobre o remake de RoboCop, dirigido pelo brasileiro José Padilha, é bom que se estabeleça: Este texto não é um comparativo entre as versões de 2014 e a de 1987, dirigida por Paul Verhoeven. O filme original é praticamente impecável, um marco do cinema de ação, e ponto. Mas aqui vamos falar do novo filme, levando em consideração apenas seus méritos individuais.

A produção conta com Joel Kinnaman (da série The Killing) no papel principal do policial Alex Murphy/RoboCop, Abby Cornish (Sucker Punch) como sua esposa Clara, Michael Keaton como o diretor da Omnicorp Raymond Sellars, Gary Oldman como o Dr. Norton e Samuel L. Jackson como o âncora televisivo Pat Novak. A obra dirigida por Padilha estreia no Brasil hoje, 21 de fevereiro.

A Redação Henshin assistiu o filme a convite da Sony Pictures e da Revista Preview.

–Novos temas, para novos tempos

RoboCop é um filme político, como não poderia deixar de ser. Além de ser remake do já politizado longa original, é dirigido por Padilha, de Tropa de Elite e Ônibus 174.

Cartaz japonês, porque aqui é a "Henshin", não o "Transform"!
Cartaz japonês, porque aqui é a “Henshin”, não o “Transform”!

Aqui, o tema parece ser o controle. Controle sobre a produção e distribuição de armamento militar. Controle sobre a repressão ao crime e à violência. Controle sobre a política interna e externa. E, acima de tudo, controle sobre a opinião pública.

E isso se dá não apenas na esfera de personagens “pequenos” neste mundo, como Alex Murphy, que é apenas um policial investigando o possível envolvimento da polícia no roubo e tráfico de armas; como também em um nível “macro”: Uma grande empresa, a Omnicorp, que já espalhou seus produtos (robôs e drones de combate militar) pelo mundo, menos nos EUA, onde há uma lei que proíbe esta prática, e precisa fazer com que a opinião pública pressione o Senado para que a lei seja revogada. Para isso, eles se utilizam da televisão (através do personagem de Samuel L. Jackson, uma paródia da Fox News americana, de extrema direita conservadora), e do RoboCop, um robô que é ao mesmo tempo humano, ou pelo menos pensa ser.

A alta cúpula da Omnicorp, a OCP.
A alta cúpula da Omnicorp, a OCP.

São temáticas relevantes para os dias de hoje, mas o problema aqui é: Qual o contexto? Por que os EUA estão em Teerã? Em que os homem-bomba do início do filme acreditam? E, mais importante, qual o nível de criminalidade da cidade de Detroit? A cidade tem seus criminosos, laboratórios de drogas, policiais corruptos, etc.; porém é uma cidade limpa, bonita, moderna e praticamente pacífica. Além de um ou dois ladrõezinhos que o RoboCop prende, o resto se concentra em seus próprios esconderijos, nunca ameaçando a população. O filme nunca nos faz realmente sentir a necessidade de um robô para combater o crime, o que seria fundamental.

Mesmo com um certo didatismo, é interessante notar como a figura do RoboCop é o centro de tudo. Ele representa o perigo do uso errado de tecnologias criadas com boas intenções, já que o Dr. Norton, de Gary Oldman, desenvolve próteses robóticas que substituem membros amputados, mas acaba desenvolvendo uma arma. Representa a mão pesada do Estado e das grandes organizações, controlando o homem. Mas, mais que uma arma, o RoboCop aqui é um produto. Todas as decisões que vão afastar e irritar os fãs do filme antigo partem desse princípio, de que este RoboCop é manipulado pelo sistema a ponto de ser apenas uma jogada de marketing para que os robôs pareçam mais amigáveis. Por isso a cor preta (menos “polícia” e mais “cool”), a mão humana (evidência de humanidade) e a arma de choque (se não é letal, não há porque ter medo).

Mesmo assim, a armadura cromada é bem mais legal!
Mesmo assim, a armadura cromada é bem mais legal!

Mas tudo isso faz parte do lado “cabeça” do filme. E o “bang-bang”?

–“Vivo ou morto, você vem comigo.”

Quando é pra ser realmente divertido, RoboCop consegue. O filme conta com algumas boas cenas de ação e tiroteio, com destaque para o primeiro teste real de combate do RoboCop (cuja trilha sonora pode soar estranha para muitos), e uma cena de tiroteio no escuro, que praticamente simula a lógica de jogos de tiro em primeira pessoa (uma relação entre a automatização da polícia e a banalização da violência nos videogames?).

As cenas são tão boas que fica a sensação de que deveria ter mais. O longa demora para “começar”, reservando boa parte de sua introdução ao desenvolvimento do “produto” RoboCop (o que lembra bastante Batman Begins), e quando a ação parte para as ruas de fato, as cenas são esparsas. Talvez um maior equilíbrio entre a parte socio-política e a ação beneficiaria a obra.

A famigerada mão humana do RoboCop.
A famigerada mão humana do RoboCop.

Outro problema acaba sendo o astro da produção. Joel Kinnaman não tem um pingo de carisma. Ele passa o filme todo praticamente inexpressivo; e dessa vez não existe a desculpa de “ele é um robô!”, pois a base do conflito aqui é a luta de seu lado humano contra sua programação. Um ator um pouco melhor ajudaria bastante a fazer com que o público se importe com a ação.

E quanto à maior preocupação dos fãs antigos, a violência: Sim, é um filme com censura 14 anos (PG-13, nos EUA), por isso não tem praticamente uma gota de sangue sequer. Porém, aí está mais uma relação com o Batman de Christopher Nolan: ele é um filme violento, mesmo sem sangue; principalmente a sequência de abertura em Teerã (preste atenção ao que acontece ao filho do homem-bomba, fora da tela).

–Vale a pena?

Muito, mas só se você conseguir desligar a sua memória do filme original. E não por ser “inferior” ou “ruim”. Mas por serem filmes diferentes, com propostas diferentes, em épocas diferentes, que apenas partem do mesmo princípio: “Uma empresa ligada ao governo transforma um homem em máquina”.

O RoboCop de Padilha é um bom filme, e ótima porta de entrada para o diretor brasileiro em Hollywood.

Cartaz nacional.
Cartaz nacional.