Categoria: Matérias

Um rival explosivo

Orgulhoso, arrogante e de pouca conversa. Katsuki Bokugo é o extremo oposto de Deku. Chamado por Ka-chan, ele se torna o grande rival de Midoriya em My Hero Academia (Boku no Hero Academia) por conta de sua personalidade e índole.

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Desde os tempos de escola, Katsuki já dava amostras de quem seria. Sempre fazia pouco caso dos colegas e só queria ser paparicado por todos. Pessoas mais sensíveis e gentis eram sempre desprezadas sem piedade e constantemente ridicularizadas por ele, sobretudo Midoriya – tanto que Ka-chan quem deu ao amigo o apelido de “Deku”, que significa algo como “inútil”, “insignificante”.

Sempre cheio de si, Katsuki também não aceita ajuda de ninguém. Tanto é que a rivalidade entre ele e Midoriya começou quando este lhe estendeu generosamente a mão para ajudá-lo a sair de um riacho no qual havia caído. Não poderia haver insulto maior para Ka-chan. Como alguém que sequer tinha um poder poderia lhe oferecer ajuda?

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TOOOMAAA!!!

Curiosamente, assim como Deku, Katsuki sempre teve o All Might como fonte de inspiração para se tornar um herói. Mas mesmo já adolescente e estudando no Colégio U.A., ele continuou arrogante e extremamente violento – mesmo com os colegas da universidade de heróis.

O poder de Katsuki é produzir explosões a partir do suor de suas mãos. Quanto mais ele suar, maior será a intensidade da explosão. Além disso, Ka-chan é muito bom no combate corpo a corpo e costuma usar sua inteligência acima da média para planejar criativas estratégias de luta. Entre seus principais golpes estão o Blast Rush Turbo, o Stun Grenade, o Howitzer Impact e o AP Shot, cada qual capaz de produzir um explosões , uma mais destrutiva que a outra.

Conforme Deku vai desenvolvendo seus poderes na história de My Hero Academia, a inveja e rivalidade que
Ka-chan sente por ele crescem. Mas se os jovens aspirantes a heróis vão se tornar inimigos ou se vão superar suas diferenças e se unirem, isso você só vai descobrir quando o mangá contando as aventuras de All Might & cia. chegar ainda em 2016 ao Brasil pela JBC!! Até lá!!

PLUS ULTRA!!!

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BOOOOM!

Fairy Tail completa 10 anos e recebe várias homenagens!

Fairy Tail, um dos grandes sucessos do mundo dos mangás, está completando hoje, 27 de julho, 10 anos de publicação!!

A edição 35 da Revista Weekly Shonen Magazine traz na capa uma imagem comemorativa, e no miolo várias ilustrações de outros autores da revista (entre eles Nakaba Suzuki, autor de The Seven Deadly Sins) parabenizando os 10 anos de Fairy Tail!

Junto das homenagens, foi divulgado também que a série vai ganhar uma exibição exclusiva no Tokyo Skytree Town!

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Imagem da divulgação da exposição de 10 anos de Fairy Tail

Serão três atrações principais: a galeria, com ilustrações das mais variadas situações pra nenhum fã sentir falta; área de displays dos personagens em tamanho real (fotos são permitidas) e o Another works, que só quem for na exibição descobrirá do que se trata! E claro, não se pode esquecer da Guild Shop, loja com produtos exclusivos da exposição.

A exibição vai acontecer do dia 17 a 25 de setembro.

Site oficial (em japonês)

Atualmente, Fairy Tail está no volume 53 no Brasil, e o #54 já está em produção. Veja nesse post onde adquirir o último volume publicado!

Desejamos parabéns para Hiro Mashima pelos 10 anos de publicação de Fairy Tail, e que Natsu e seus amigos tenham várias outras aventuras para viver!

Densha Otoko – O homem do trem

foto295Você conhece Densha Otoko?

Livro de Nakano Hitori (sim, um livro!), foi publicado originalmente no Japão em 2004, e a JBC trouxe para o Brasil em 2013!

Densha Otoko – O Homem do Trem, traz as aventuras de um nerd num improvável romance baseado em acontecimentos reais. O livro é elaborado de forma única: uma reprodução dos textos publicados pelo protagonista no 2channel, um fórum de discussão japonês.

A obra foi sucesso absoluto de vendas no Japão, o que rendeu adaptações em mangá, em seriado de TV e até um filme. Adaptando à sociedade contemporânea a fórmula clássica de história de amor, o livro traz todos os elementos do nosso cotidiano e nos mostra como o acaso pode trazer acontecimentos surpreendentes. Não perca a oportunidade de acompanhar os passos vacilantes, porém corajosos, desse príncipe encantado nerd!


A HISTÓRIA

Ao voltar pra casa de trem, um jovem percebe que um bêbado incomodava um grupo de senhoras. Tentando interferir na situação, os dois acabam no chão e a confusão geral leva todos à delegacia. Esclarecido o problema, todos vão para casa e algumas das mulheres decidem anotar o endereço do rapaz para presenteá-lo em agradecimento pelo seu esforço.

Ao chegar em casa, o jovem descreve todo o ocorrido em uma das seções do 2channel, e expressa sua vontade (e completa impossibilidade) de continuar em contato com uma das mulheres, uma bela moça que sentava ao seu lado no trem. Após receber pelo correio um presente da moça, o rapaz busca a ajuda dos usuários do fórum sobre como prosseguir com o “relacionamento”.

Sob a alcunha de “Homem do Trem”, o protagonista contará com os conselhos de milhares de internautas para alcançar o sonho de todo nerd: superar seu medo e insegurança, e conquistar o amor da mulher de seus sonhos!


Curioso com o desenrolar da história? Veja várias lojas especializadas com esse livro diferente que você vai amar do começo ao fim!

Neon Genesis Evangelion ESP.

Você conhece Evangelion?

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Volume 1 de 14

Mangá de Yoshiyuki Sadamoto, foi publicado no Japão entre 1994 e concluído em 2014, completo em 14 volumes!

Considerado um fenômeno de vendas no Japão e no mundo, Neon Genesis Evangelion, baseado no anime produzido pelo estúdio GAINAX e dirigido por Hideaki Anno, estreou nas páginas da revista japonesa Monthly Shonen Ace em dezembro de 1994 e teve seu fim no ano de 2013.

Com o estrondoso êxito do título, não faltaram produtos inspirados na franquia, que iam desde filmes e livros até mesmo alimentos, cafés e parques temáticos.

Anteriormente, Evangelion era publicado por outra editora em formato meio tanko (metade do original japonês). Quando adquiriu os direitos pelo título, a JBC, em respeito aos leitores que já colecionavam o mangá anteriormente, lançou os volumes finais no mesmo formato que essa editora adotava (que publicou até o 20º volume, correspondente ao volume #10 do tanko). Alguns anos depois, Evangelion foi relançado pela JBC como Neon Genesis Evangelion Especial no formato tanko, completo em 14 volumes como no original japonês.

A HISTÓRIA

O enredo de Evangelion se passa no ano de 2015, em um mundo que acabara de ser reconstruído após a dizimação de metade da humanidade na catástrofe que ficou conhecida como “Segundo Impacto”. O Japão ganha uma capital provisória, a Tokyo-2, cujo Governo promove a construção da futura capital denominada Tokyo-3. Porém, a construção da nova metrópole serve apenas de fachada para erguer uma cidade-fortaleza com tecnologia altamente avançada para resistir à ofensiva dos Anjos, monstruosos seres, cujo ataque já havia sido previsto pela humanidade.

Para combater tais ameaças, a organização especial paramilitar NERV foi criada com a missão de combatê-las usando robôs gigantes chamados de Evas, que são pilotados por jovens rigorosamente selecionados. Um deles é Shinji Ikari, um tímido adolescente abandonado há mais de dez anos pelo pai, Gendo Ikari, que coincidentemente é o atual comandante supremo da NERV. Aos 14 anos, o garoto é chamado por ele para pilotar o incrível EVA-01, a última esperança da humanidade na batalha contra os Anjos. Conseguirá Shinji cumprir com sua missão?!

Assim dá-se início a uma aventura inigualável em que ficção científica se mistura aos sentimentos mais complexos e profundos do ser humano.

Curioso com a continuação? Confira uma lista de várias lojas especializadas com Evangelion e mergulhe nesse universo que você nunca viu antes!

Box completo

Volumes avulsos

Ultraman 50 anos!!

Foi no dia 17 de julho de 1966 que a história das séries de heróis japoneses mudaria para sempre. Nessa data Ultraman estreava na TV TBS. Sucesso instantâneo, a criação de Eiji Tsuburaya gerou novas séries, novos heróis e inúmeros filmes para os cinemas.

filminhoUltraman não só se tornou o maior herói japonês e um dos principais ícones da cultura pop japonesa. O herói vindo da Nebulosa M-78 ganhou o mundo. Fez da infância de inúmeras crianças nos mais distantes países mais feliz e divertida. E o Brasil não ficou de fora. Exibido no país desde os ano 1970, a série clássica foi ao ar pela Bandeirantes, Record, SBT, Manchete e CNT.

Ultraman teve ao todo 39 episódios, mas suas aventuras perduram até hoje seja na memória de seus fãs ou em reprises e nos lançamentos em novas mídias.

Para comemorar os 50 anos do herói, recorde com a Henshin a entrevista concedida com exclusividade à nossa reportagem em Tóquio em 2002 por Susumu Kurobe, ator que viveu Hayata, membro da Patrulha Científica que sempre que estava em perigo usava a Cápsula Beta e se transformava no Ultraman… Ultraman… Ultraman…

Henshin: Como o senhor foi escolhido para o papel de Hayata?

Kurobe: Eu tinha um contrato de exclusividade com a produtora de filmes Toho. Não fiz teste para ser escolhido. Como trabalhava lá, eles me disseram para fazer esse papel.

H: Então o senhor nem conhecia o projeto até ser chamado?kurobe_5

K: Não, eu não sabia de nada.

H: E como era a popularidade de Ultraman na época em que estreou?

K: O programa foi ao ar quando estávamos no meio das gravações. O índice de audiência era alto, cerca de 30% desde o começo. Chegou ao patamar dos 40%. Não me lembro se era às 6h ou 7h, mas ouvi dizer que as crianças não tomavam banho nessa hora porque ficavam na frente da TV.

H: A máscara do Ultraman era aquela desde o começo?

K: Sim, o design estava definido desde o início.

H: Mas é verdade que aquela primeira máscara usada derretia durante as gravações e por isso era toda deformada?

K: Não era tão bem feita como as máscaras de hoje e ela esquentava bastante mesmo. Não chegava a derreter, mas era bem grosseira.kurobe_4

H: Por isso a máscara mudou no meio da série?

K: Usaram essa máscara ao longo dos primeiros episódios, mas ela foi sendo aprimorada aos poucos. Não havia melhorado muito até a gente terminar, mas depois do fim da série, participamos de vários eventos, sessões de fotos, e ela foi sendo refinada, resultando na atual, mais bonita.

H: O senhor chegou a usar a roupa do Ultraman?

K: Não. Depois da transformação, outra pessoa entrava em ação.

H: Não houve nenhuma oportunidade para vestir o traje?

K: Não.

H: Como é saber que o personagem que o senhor interpretou se tornou tão conhecido no mundo inteiro até hoje, sendo comparado até ao Super-Homem e ao Batman?

K: Ultraman ficou famoso bem mais tarde no mundo do que no Japão. Depois de terminarmos as gravações, que duraram cerca de um ano. A série já tem 35 anos [*atualmente 50 anos], mas deve ter ganhado essa fama internacional há uns 20 anos [*atualizando: 35 anos]. Fico muito feliz, claro. As entradas do Super-Homem e a do Batman no Japão, por exemplo, marcaram época para nossas crianças. Saber que o Ultraman fica lado a lado com esses heróis é realmente uma honra.

tiroH: O senhor já recebeu cartas ou e-mails de fãs de outros países, como por exemplo do Brasil?

K: Já recebi cartas de fãs dos Estados Unidos, mas do Brasil nenhuma.

H: Mas Ultraman é muito famoso no Brasil. O que acha dessa fama? Dava para imaginar que isso pudesse acontecer?

K: Acho que não prevíamos que isso aconteceria, mas como no Japão o índice de audiência era alto, foram produzindo mais séries dos Ultras. Mesmo assim não imaginávamos na época que atrairia tantos fãs aos longo desses 35 anos [*hoje já são 50 anos].

H: Qual era a participação de Eiji Tsuburaya na produção?

K: Ele era o coordenador de produção. O papel dele era ver o episódio, dizer o que estava ruim e como fazer melhor.kurobe_3

H: Então vocês trabalharam juntos?

K: Sim, várias vezes. Ele trabalhava para a Toho fazendo filmes como o Godzilla e tivemos diversas oportunidades de nos encontrar. E claro, ele também apareceu algumas vezes no estúdio de filmagem de Ultraman. Também trabalhei com Eiji Tsuburaya na Warner Brothers. Participei de um filme do Frank Sinatra – e ele foi o diretor de efeitos especiais. O filme se chama Os Bravos Morrem Lutando (None But The Brave,1965).

H: E o que achou da experiência de trabalhar em uma produção norte-americana ao lado de um ícone dos cinemas e da música como Frank Sinatra?

K: A escala da produção americana é incomparavelmente maior que a japonesa. Mas eles me trataram muito bem.

H: E como foi a sua relação com Eiji Tsuburaya durante a produção de Ultraman?ultra 1

K: Ele foi muito gentil conosco e não opinava muito no nosso trabalho, mas com a equipe de produção ele era bem rigoroso.

H: Como foi o show feito ao vivo no teatro para fazer um tipo de pré-estreia de Ultraman?

K: Foi em Tóquio, num lugar chamado Suginami Koukaido onde encontramos mais de mil pessoas. Todo o elenco foi com os uniformes da Patrulha Científica, havia uma pequena história onde apareciam o Ultraman e alguns monstros. Já faz uns 36 anos [*agora já são 51 anos!].

H: O senhor já participou de Kamen Rider?

K: Fiz um vilão na série Black Kamen Rider.

H: E como foi fazer um vilão depois de ser um herói tão famoso?

K: A maioria dos personagens que interpreto hoje são vilões. Recebi muitas cartas de fãs pedindo que o Ultraman, um herói que apoia a justiça, não fizesse esse tipo de papel. Mas é divertido para mim. Por isso, se me oferecerem, eu aceito.

H: O senhor ainda tem contato com os outros atores que participaram de Ultraman?Mephilas

K: Com o Koji Moritsugu, mas ele era do Ultra Seven… Do Ultraman tem a Hiroko Sakurai, que fez Fuji; e o Dokumamushi, o Arashi.

H: O senhor e o Koji Moritsugu participaram de O Regresso de Ultraman, não?

K: Sim. Também voltei ao papel de Hayata outra vez, quando o Ultraman e o outros heróis se reuniram em Ultraman Tarô, mas foi só uma vez. [*atualizando: nos anos que seguiram a entrevista, Kurobe voltou ao papel de Hayata nos filmes e na série do Ultraman Mebius e também nos longas do Ultraman Zero].

H: O senhor não tem vontade de voltar a encarnar o Ultraman, como faz o Koji Moritsugu com o Ultra Seven?

kurobe_2K: Agora não tenho tanta resistência a essa ideia. Antes eu tinha, não queria mais fazer programas para crianças.

H: Como assim?

K: Não é uma questão desses programas voltados para o público infantil serem bons ou ruins, é minha política. Eu não queria estender minha participação de um jeito “forçado” só porque Ultraman foi um herói que marcou época.

H: Há algum episódio em particular do qual você tenha gostado mais?

K: Tem um onde aparece o Cemitério dos Monstros, dirigido por Akio Jissouji, em que a criatura é derrotada pelo Ultraman. Mas depois fazem um túmulo para ele e as crianças rezam ao redor. É uma cena impressionante. E também a história do monstro Woo. Ele era branco e a batalha é na neve. Ele perde do Ultraman e vai desaparecendo no meio da neve. Também me marcou bastante.

H: Mas essa cena não foi feita com efeitos especiais?kurobe_1

K: Não, só na luta. Acho que filmamos a cena do monstro sumindo na paisagem na província de Niigata.

H: Então o senhor também não viu O Regresso de Ultraman e as outras séries que se seguiram?

K: Não. Mas vi algumas vezes o Ultraman Tiga, em que minha filha aparece.

H: Você não teve vontade de contracenar com ela na série?

K: Não. Mesmo que eu quisesse participar, não poderia se não tivesse uma oferta, um papel. E não me foi oferecido nada. O Ultraman, digo, o Hayata não pode aparecer muito, porque para as crianças ele era um herói. E se sai em tudo quanto é lugar, a imagem dele acaba ruindo. O Hayata acaba sendo desvalorizado. Por isso, é melhor ele não aparecer muito. Nos outros programas, tudo bem, mas não na série Ultraman. Mas depois de velho já apareci algumas vezes, como o tiozinho da bicicleta, da padaria, mas não como Hayata.

H: E o que achou da série do Tiga?

K: Há várias partes criadas com o uso de computação gráfica. É muito bonito, mas tenho a kurobe_8impressão de que falta “calor”. Na nossa época, era tudo feito à mão, o set era pobre, mas tinha mais “sabor”.

H: O que o senhor achou da criação da Família Ultra?

K: Acho um pouco exagerado, há 28 deles agora [*hoje, segundo o site da Tsuburaya, já são 42. Incluindo o novo Ultraman Orb e sem considerar as várias formas que os personagens mais recentes podem assumir, só as fusões]. Na última versão, no Ultraman Cosmos, faço um guarda. Fui convidado para dar um toque especial e para que os ultra-fãs digam: “o Hayata apareceu naquela cena”. Mas sinceramente, acho exagero.

raioH: Quando o senhor participou do Ultraman Zearth, foi como o Hayata?

K: Na verdade, isso foi só uma canja para os fãs.

H: Mas no Zearth se repete a confusão da Cápsula Beta com uma colher…

K: Bom, isso também foi uma canja. No passado, o Hayata confunde a Cápsula com uma colher, e essa cena ficou famosa. Um dos membros da equipe pediu que eu a repetisse, mas não foi como o Hayata.

H: E o senhor pensa em fazer o papel de Hayata hoje?gala

K: É claro que não! Já tenho 62 anos [*hoje Susumo Kurobe está com 76 anos]! Não posso voltar à juventude. Tudo bem se o Hayata voltar ao espaço, envelhecer e retornar à Terra, virando chefe de um instituto de pesquisas ou cientista. Mas não posso mais fazer o Hayata original, o herói.

H: E o que o senhor acha dos atores que aparecem nas novas séries?

K: Acho que nós cinco éramos melhores (risos). Nosso trabalho em equipe era bom. Agora, os trajes são mais bem feitos, com capacetes, cintos. Nós usávamos coisas mais simples – foi há 35 anos [*agora, há 50 anos], não tinha jeito. As crianças podem preferir o que é mais vistoso, mas o primeiro Ultraman teve muito impacto.

H: A imagem do Ultraman é usada em vários lugares, como funciona o pagamento de direitos autorais?

K: Não recebemos nada. Eles podem reprisar várias vezes, mas os atores não têm direito. No caso dos EUA é diferente, porque há união. Mas no Japão não há.

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Entrevista publicada originalmente na revista Henshin! #26

Créditos:
Marcelo Del Greco (texto e perguntas)
Yayoi Wada (entrevista)
Akira Ueno (fotos)

Parabéns ao Todo­-Poderoso Deku

maxresdefaultQuem nunca sonhou em ser um super­-herói? No caso de um tímido e generoso garoto isso deveria estar no seu DNA, uma vez que no mundo em que vive (quase) todo mundo tem um poder sobre-­humano próprio. No entanto, quis o destino que ele não tivesse nascido com dom algum. Mas Deku, o aniversariante do dia, nunca desistiu de seu sonho. Custe o que custar ele vai seguir os passos de seu ídolo, o todo­-poderoso All Might, e se tornará um grande herói pronto para enfrentar todo tipo de vilões.Izuku_Midoriya_Illustration

A superação de todos os percalços que surgem diante de Deku é contada em detalhes em um dos grandes sucessos dos mangás do momento: My Hero Academia (Boku no Hero Academia). E aproveitando o aniversário de seu protagonista, é dado início à contagem regressiva do lançamento no Brasil pela JBC.

UM POR TODOS

Mais do que mostrar a saga do aniversariante para se tornar um herói de verdade, My Hero Academia mostra como Deku, cujo nome verdadeiro é Izuku Midoriya, consegue superar todas as adversidades que surgem em seu caminho, desde os maus­-tratos que sofreu na infância por não ter poder algum – e por isso ser diferente dos outros garotos – até ser desencorajado de seguir seu sonho.BokuHero_01_4

Desde criança, Deku sempre foi muito gentil e atencioso. Mesmo para aqueles que insistiam em maltratá-­lo, como Katsuki, seu eterno “rival”, o garoto estava pronto para estender a mão.

Graças à sua persistência, o garoto conheceu All Might, o maior herói do mundo. É ao lado dele que Deku irá trilhar o caminho da justiça e, quem sabe, despertar algum poder.

Não perca My Hero Academia e acompanhe Deku nessa sua incrível aventura! Em breve pela JBC!!!

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Parabéns, Deku! <3

Animê de Orange: Primeiras Impressões

Orange é um mangá recente, que terminou faz pouco tempo tanto no Japão como no Brasil. No outro lado do mundo, o último tanko foi lançado em outubro de 2015 e, aqui, a JBC concluiu sua publicação em março de 2016.

Graças ao seu grande sucesso por lá, Orange foi um dos títulos que ganhou animê e chegou nas telinhas japonesas! Anunciado em meados de abril, os fãs (e a redação JBC também) foram à loucura com a notícia!

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Primeiro pôster da animação!

Orange começou a ser exibido no início de julho e já tem 2 episódios, e hoje vamos apresentar nossas primeiras impressões da adaptação! A análise foi feita em cima do episódio 1.

 

HISTÓRIA

Orange conta a história de Naho Takamiya, uma garota normal no 2º colegial que recebe uma misteriosa carta de si mesma, só que de 10 anos do futuro! Nela, estão escritos detalhes minusciosos e pertinentes da vida da garota que, com 26 anos, está cheia de arrependimentos, e todos esses detalhes estão centrados em um único pedido: “salve o Kakeru”.

No começo, Naho nem se importa muito com a carta, mas tudo o que está escrito nela começa a acontecer de verdade! Vendo que não é apenas uma “brincadeira de mal gosto”, a garota começa a ficar atenta aos pontos marcados na carta e tenta, também com a ajuda dos amigos, mudar o futuro.

O ANIMÊ

Os animadores estão fazendo um bom trabalho! Os personagens correndo, rindo, cheio de expressões… A iluminação também está diferente dos animês convencionais, o que dá mais realismo para as cenas e os personagens. Toda a delicadeza que o mangá possui mais os cenários supercaprichados da cidade de Matsumoto estão dando muito gosto de ver o animê!

Corre, galera!

Corre, galera!

A escolha das cenas também está superbacana; os cortes são muito parecidos com slides de filmes, dando uma fluidez que normalmente não se tem nos animês. Por exemplo, quando o grupo de amigos está andando pela cidade, há uma sequência de cenas que mostram vários pontos da cidade japonesa, que além de ser algo original da adaptação, dá a sensação ao expectador de estar assistindo um filme liveaction. Sério, ficou lindão!!

A atuação dos dubladores também não decepciona! Os protagonistas são Kana Hanazawa como Naho e Seiichiro Yamashita como Kakeru. Pra quem leu o mangá, talvez tenha sentido falta dos vários pensamentos e indagações que Naho tem (e ela pensa muuuuuito durante a obra toda), mas essa falta de pensamentos é suprida pelas expressões da personagem e a belíssima atuação de Hanazawa.

É fácil perceber quando a garota está feliz, envergonhada, em dúvida… Não é preciso apenas palavras para transmitir o que a pessoa sente, as ações também dizem muita coisa. Nesse ponto, o animê conseguiu de cara captar bem a personalidade de Naho. Ela é a que mais brilha, mas os outros dubladores também estão fazendo um trabalho fantástico!

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“Que foi, Naho? “N-nada, não.”

E as músicas? Como não chorar com as letras delas? (Hora de preparar uns lencinhos!)
A abertura é de Yuu Takahashi com “Hikari no Hahen” (Fragmentos de Luz) e o encerramento é de Kobukuro, com “Mirai” (Futuro).

Os artistas captaram a essência de Orange e por meio da música transmitiram essa mensagem aos ouvintes: “não carregue as dificuldades sozinhos, peça ajuda, procure um ombro amigo; você não está sozinho. Se você ver alguém que anda na escuridão, ilumine o seu caminho, ajude-a a ter um amanhã diferente. Um sorriso, um abraço, uma mensagem, um gesto, qualquer coisa pode mudar seu futuro e do outro, por isso, nunca desista do amanhã e siga em frente.”

Durante a obra, Kakeru carrega um fardo muito pesado em suas costas e evita demonstrar isso para os outros. A trama desenvolve com Naho e os amigos tentando ajudar o garoto a carregar esse peso juntos, e as músicas retratam exatamente isso.

Esse combo “animação” + “atuação” + “música” deixa qualquer um segurar algumas lágrimas no canto do olho. Ou chorar cachoeiras. Ou os dois.

Em resumo, esse primeiro episódio de Orange conseguiu captar muito bem a magia do mangá de Ichigo Takano! Do jeito que a adaptação está caminhando, podemos esperar uma ótima sequência para o resto da história. E prepare mais caixas de lencinho porque uma só pode ser pouco quando chegar lá pro episódio 11.

Como falamos anteriormente, o mangá terminou no Brasil março deste ano. Ficou com vontade de ler depois (ou antes) do animê acabar? Veja aqui onde conseguir a coleção completa!

Se você ainda não está acompanhando a animação, veja primeiro os trailers nesse post, e aproveite que o Crunchyroll está exibindo Orange e venha se emocionar com a gente!

Preparou os lencinhos? Bora se emocionar!

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Animê de Boku no Hero Academia: Impressões

Boku no Hero Academia (My Hero Academia) é um mangá da safra mais recente de lançamentos da Revista Weekly Shonen Jump e vem fazendo muito sucesso no Japão e já está causando furor no mundo.

78745Sua publicação começou em 2014 e as repercussões das atuações (quase) heróicas de Izuku Midoriya (Deku para os mais íntimos) foram tamanhas que uma adaptação em animê foi anunciada para abril de 2016, levando os fãs à loucura!

A 1ª temporada do animê terminou no fim de junho, e agora vamos apresentar a você os melhores momentos e pontos positivos da animação! Tomamos cuidado para não dar muitos spoillers, então colocamos [SPOILLER ALERT] pra quem quiser evitar surpresas.

Nós avisamos, a partir daqui não nos responsabilizaremos pelos seus atos!

1. VOZES

A escolha de vozes para cada personagem foi super acertada!

• Izuku Midoriya é Daiki Yamashita (Sakamichi Onoda de Yowamushi Pedal);
• All Might é Kenta Miyata (Abdol de Jojo’s Bizarre Adventure ­- Parte 3);
• Katsuki Bakugo é Nobuhiko Okamoto (Rin Okumura de Blue Exorcist);
• Tomura Shigaraki é Kouki Uchiyama (Kei Tsukishima de Haikyuu);
• entre outros dubladores maravilhosos!

A empolgação e dedicação de cada um em suas atuações deixaram os momentos de tensão, emoção e adrenalina ficarem ainda maiores nos expectadores.

Nota mil!

[SPOILLER ALERT] Sério, como não chorar/emocionar/soluçar nos momentos que o Deku chora? Quando ele é criança com aqueles olhos cheios de lágrimas, quando All Might conta que ele pode ser um herói, quando luta contra o Tomura… Sério, como não se emocionar com toda a encenação e dedicação do Daiki?! [Fim do spoiller]

2. MÚSICA

Abertura e encerramento super acertados também! Porno Graffitti com “THE DAY” e Brian the Sun com “HEROES” conseguiram retratar muito bem os sentimentos que Deku tem ao tentar virar um herói.

Podemos ver durante o enredo que Deku tem várias dificuldades no caminho para tornar­-se um herói, mas, apesar disso, continua seguindo em frente. Ele sabe que não é forte e não tem poder o suficiente, porém nunca desiste e sempre dá o seu melhor em qualquer situação pois sabe que um dia seu esforço dará frutos.

As músicas retratam exatamente isso: “eu não sou nada e sei disso, mas cada passo que eu der, cada tropeço que eu tiver, tudo pode mudar o meu destino. Não vou desistir nunca pois sei que um dia, um dia, conseguirei cumprir meu objetivo!”

Caíram algumas lágrimas? É, na gente também.

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Abertura “THE DAY”, de Porno Graffitti

3. ANIMAÇÃO

A animação, dirigida pelo estúdio BONES, ficou simplesmente fantástica! Quem leu o mangá conseguiu ver que a representação de determinados quadros para o animê ficaram muito bem animados. A sequência de ações não falha, e mesmo sabendo o que vai acontecer, não dá pra deixar de sofrer assistindo!

Os animadores conseguiram aproveitar muito bem a quantidade de episódios designada para retratarem desde o começo do Deku sem poderes até o meio do volume #3 do mangá, [SPOILLER ALERT] na invasão dos vilões à UA. Como não entrar em êxtase quando All Might enfrenta os vilões, especialmente na luta contra o Nomu? Aquela sequência de socos, UAU!! Ou quando Deku pula pra cima dos vilões para salvar o Ka­chan ou ajudar a Uraraka? Quando o Deku dá os SMASHs dele? Quando… okay, todas as cenas do Deku em ação!

E como não chorar quando o Deku é criancinha, com aqueles olhos cheios de lágrimas? Quando ele se acaba em lágrimas lá pro final do episódio 2, quando descobre que também pode ser um herói? Quando está com o corpo todo quebrado depois dos SMASHs? Quando luta contra o Ka­chan no treinamento? Quando… okay, todas as cenas do Deku de novo! [Fim do spoiller]

Tudo isso em 13 episódios! Sério, palmas para eles, ficou bom demais! <3

Fizemos uma pequena coletânea de GIFs com algumas das melhores cenas, se quiser evitar spoillers, não veja! (Você foi avisado mais uma vez!)

4. EQUILÍBRIO

Um dos pontos altos do animê foi o equilíbrio entre o drama e a comédia.

Não há exageros nessa parte; nem drama demais, nem comédia demais. Os produtores acertaram muito! Cada episódio vem super equilibrado, então digamos que você sofre, mas ri na mesma quantidade (rs).

[SPOILLER ALERT]
Peguemos por exemplo o episódio 1. A gente ri com o Deku todo atrapalhado e “apanhando” de Bakugo, e sofremos de amores com ele criança, querendo ver o vídeo do All Might em ação, mas também sofremos de dó quando ele descobre que não tem um dom especial. Viu como rimos e sofremos na mesma quantidade?

É, esses dois sentimentos andam lado a lado em Boku no Hero Academia… [Fim do spoiller]

Em resumo, Boku no Hero Academia foi um dos, se não o melhor, animê da temporada passada! Animação, atuação, trilha sonora, tudo na medida certa, deixando os fãs super satisfeitos e sedentos por mais! Quem ainda não viu, fica a dica!

O animê acabou em junho e ficamos um pouco tristes com seu fim, mas esse sentimento durou pouco, pois logo foi anunciada a Segunda Temporada!!! Não sabemos detalhes de quando essa super animação vai voltar, mas já estamos com altas expectativas (muitos apostam que essa nova temporada já estreia em outubro de 2016. Será?).

Atualmente, o mangá conta com 9 edições no Japão, e a JBC publicará este mangá ainda este ano no Brasil. Já estamos trabalhando na tradução e na capa nacional, e em breve revelaremos quando será lançado!

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Vlw!

AkibaSpace 7.0 no Festival do Japão

Com o mês de julho, chegaram também as atividades, a diversão e os passeios típicos deste período de férias escolares. Tendo isso em mente, a Bandai Namco escolheu um dos maiores eventos brasileiros de cultura japonesa que acontecem neste mês: o 19º Festival do Japão.

Vários jogos estarão à disposição do público dentro do AkibaSpace 7.0 (espaço de cultura pop do Festival do Japão) e não faltará games da Bandai Namco, dentre eles, três títulos ainda inéditos no Brasil: o super aguardado Dragon Ball Xenoverse 2, e os RPG de Ação God Eater 2: Rage Burst, Sword Art Online: Hollow Ralization, entre outros.

Confira detalhes dos jogos que estarão no evento nesse post da Henshin e no site do AkibaSpace.

Vem dar um alô pra gente!

Serviço

AkibaSpace 7.0 no 19º Festival do Japão
Dias: 08,09 e 10 de julho de 2016
Horários: 08/07 – 12 às 21 horas; 09/07 – 10 às 21 horas; e 10/07 – 10 às 18 horas
Local: São Paulo EXPO – Exhibition & Convention Center
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo, CEP: 04329-900
Próximo da estação de Metrô Jabaquara – Distância aprox. do metrô: 1041 metros a pé

1 ano de Nobuhiro Watsuki no Brasil!

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Autógrafo de Watsuki e Kurosaki em papel especial ilustrado

Já faz 1 ano! Em 2014, uma parceria da Fundação Japão, do Fest Comix e da JBC trouxe o Brasil Nobuhiro Watsuki, autor de Rurouni Kenshin, para uma visita!

O mestre Watsuki veio acompanhado da esposa, a roteirista e escritora Kaoru Kurosaki, e ambos participaram de palestras e autógrafos no Fest Comix, gravaram vídeos com a Henshin e também compareceram em palestras em outros lugares, como no Centro Cultural São Paulo e em Santos.

Depois de dar tantos autógrafos, os papeis  destinados a isso do Watsuki-sensei acabaram, e o pessoal da JBC ficou sem! Mas, com muito carinho, o mangaká enviou depois por correio uma arte exclusiva, que chegou bem a tempo de comemorarmos o aniversário de um ano de sua visita! Olha só que linda!!

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Arte original feita especialmente para a JBC!

Assista ao vídeo bate-papo com Kaoru Kurosaki e Nobuhiro Watsuki, que foi gravado durante a visita!

Veja também as dicas que Kaoru Kurosaki deixou para os aspirantes a mangaká brasileiros!