Top7 Especial: Volta às Aulas

Janeiro está acabando e para “comemorar” o final das férias escolares a galera da Redação JBC resolveu se reunir para reduzir um pequeno Top 7 para você. Desde já, seguimos com os avisos:

Aviso número 1, esta lista denominada de Top 7 não será, de maneira alguma, composta por 7(SETE) colocados em ordem de qualidade. O nome Top 7 será mantido exclusivamente para fins de tradição, porque esse é o nome que sempre o utilizamos e, principalmente, porque sim. Ou seja, o Top 7 de hoje não é top e não é 7, mas é bem legal.

Segundo, e último, aviso, alguns dos números da lista podem conter pequenos spoilers sobre as obras citadas, ou seja, se você quer se prevenir completamente da não-spoilerização, pule o item. Estamos combinados? Então vamos lá!

O tema desse Top 7 é simples: filmes com temática escolar. Vale de tudo: ação, comédia, drama… O importante é que a obra esteja, de alguma forma, ligada ao conceito escola. Perguntamos para cada um dos integrantes e todos, ou pelo menos uma boa parte deles, respondeu. “E aí, qual seu filme escolar favorito?”.

Cassius: Um dos meus filmes preferidos de escola é Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller`s Day Off). Ele simplesmente tem tudo o que um moleque (da década de 1980, mas de agora também) poderia querer. É um cara inteligente, com uma namorada bonita, que dá um jeito de matar aula para curtir o dia. Tem um diretor “malvado”, uma irmã chata, um amigo nerd, um carrão esporte, uma cena de música sensacional e ainda uma cena pós-créditos de deixar qualquer filme da Marvel com inveja. Ah, ainda dá pra lembrar daquela participação especial do Charlie Sheen, simplesmente hilária. Ei ei ei, Ferris Bueller é nosso rei!!!

Marcelo Rodrigues: Se é pra comentar sobre o meio escolar, um dos meus filmes preferidos com essa temática é a versão alemã do livro americano “A Onda“. “Die Welle” (2008) relata um experimento escolar em que o professor confronta a ideia dos alunos de que seria impossível os alemães voltarem a uma ditadura nos moldes da nazista. O professor passa então a ser cada vez mais rigoroso e a condicionar o grupo de jovens a agir como um grupo unido. Quando cumprimentos, uniformes e tarefas se tornam rotina para aquela turma, e a individualidade de cada um é substituída por uma mentalidade de massa, as coisas começam a fugir do controle.
Se no filme de 1981 já é estranho ver o que ocorre com esse tipo experimento em uma escola norte-americana, na versão alemã a coisa toma outra proporção, capaz de deixar aquela pulga atrás da orelha do quão longe estamos de poder surgir um outro império como o nazista.
Não se deixe assustar com a temática, “Die Welle” é um filmaço que merece ser assistido!

Douglas Rocha: Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica. Quem nunca quis aquela mãozinha na hora da prova? E aquela cola marota que você passou a noite anterior preparando? Bom, nesse filme as coisas são ainda melhores que tudo isso! A dupla de incompetentes, Bill e Ted, tem uma prova de história logo logo e não sabe nada sobre a matéria. Sabendo que o destino da humanidade depende do resultado dessa prova, a galera do futuro da uma forcinha pros dois, enviando uma máquina do tempo pra que eles possam viajar pro passado e aprender com as próprias figuras históricas, como Napoleão e Sócrates, e, é óbvio, muita coisa dá errado. Classiquera de sessão da tarde!

Douglas Evangelista: Meu clássico é o Class act (Alunos muito loucos, no Brasil), um dos filmes que formaram meu caráter (risos). Cheguei a gravá-lo em VHS e o assistia loucamente. O filme é estrelado por uma dupla de cantores de hip-hop, Kid’n’play, então não poderia ser ruim. O plot é sobre 2 alunos de personalidade e intelecto opostos. Duncan Pinderhughes é o aluno inteligente que acaba trocando sua ficha com Blade Brown – que está sob liberdade condicional – em um pequeno acidente no primeiro dia de aula do último ano de estudo dos dois. As músicas são bons hip-hops dos anos 80 e um pouco dos 90, os melhores, que deixa o filme com um ar muito mais divertido. Chegou a ter uma continuação, mas bem chatinha.

Leo Kitsune: Meninas Malvadas. Pra começo de conversa, é inegavelmente um ótimo filme. Tudo bem que a trama é clichê: a velha história do “peixe-fora-d’água” tentando se encaixar em um ambiente hostil e se encantando pela possibilidade de ser “popular”, até perceber que isso não é assim tão importante. Mesmo assim, é um filme com ótimos momentos (a cena em que o refeitório é representado como um documentário do Discovery é uma das melhores), grandes atuações, além do roteiro inteligente de uma das melhores comediantes americanas da atualidade, Tina Fey. Fora o fato de que, de certa forma, abordar os dois lados; tanto dos alunos quanto da dificuldade por parte dos professores de lidar com eles.
Mas, acima de tudo: Lindsay Lohan. No auge. Antes da primeira prisão. Vestida de Mamãe Noel. Nada mal, hein?

Karin: Escola do Rock. Esse filme tem todos os estereótipos de uma sala de aula pronta para ser transformada pelo professor revolucionário. Não, não é Sociedade dos Poetas Mortos, nem Mudança de Hábito. O argumento do filme é o mesmo, mas dessa vez a revolução acontece pelo rock and roll, baby! Em Escola do Rock, Jack Black (que a propósito, me faz lembrar alguém da nossa redação ;D) interpreta um “professor” roqueiro que forma a sua própria banda na escola e ensina seus alunos a quebrar as regras.

Pedro: Tem muita coisa bacana com a temática e fica difícil escolher uma só, mas já que tão pressionando, vou de Namorada de Aluguel. Sensacional clássico do cinema em casa, o filme conta uma história simples dos anos 80, um garoto “nerd” contrata uma das garotas populares para passar um mês fingindo que é sua namorada. A ideia é se tornar popular por associação e tudo parece caminhar bem, mas é claro que no meio dessa brincadeira as coisas viram de lado, e Ronald acaba se seduzindo pelo estilo de vida fútil dos populares e Cindy se apaixonando pelo jeito de Ronald.
O filme é bem engraçado e cheio de boas atuações, com destaque para Patrick Dempsey no papel principal e seu discurso final sensacional sobre união e amizade. Acompanhe até o fim dos créditos, que são embalados pela canção clássica dos Beatles, Can’t Buy Me love, nome original do filme.

E aí, gostaram das nossas indicações? A maioria desses filmes pode ser encontrada com facilidade em lojas, locadoras e serviços de vídeo via streaming, sem contar a grande possibilidade de cruzar com um dos clássicos reprisando pela grade da sua televisão. Esperamos que tenham gostado e desejamos boa volta às aulas a todos!

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Pedro Catarino

Assistente editorial, redator da Henshin e o cara que anota as suas sugestões na página do Facebook!