Top 7 – Só pode haver um!

BTOOOM! está chegando! Este mangá que é um estouro (desculpem, é inevitável) conta a história de um jogo de vida ou morte na vida real, o famoso e clássico “battle royale”, onde pessoas são mandadas a uma ilha e devem competir até a morte, mas nesse caso com as mesmas regras do fictício game “Btooom!”, onde apenas bombas são as armas permitidas.

Muitas e ótimas histórias já foram contadas neste estilo, então, pra começar o ano arrebentando (é mais forte do que nós!!), vamos com sete recomendações no Top 7!

Por que sete? Porque sim!! BTOOOMMM!!

#7 – Batte Royale (1999)

Você nem esperava ver essa obra nesta lista, né? Pois é, a Henshin tá aqui pra isso. Pra surpreender.

Apesar de o termo “battle royale” ter sido criado antes e já ser usado em competições, por exemplo, de luta livre, o livro/mangá/filme japonês é a primeira coisa que vem à mente pra muita gente.


A versão americana, em vez de colegiais japoneses, tem caras musculosos de sunga. Fica a seu critério…

O clássico livro japonês foi publicado pela primeira vez em 1999, e era tão violento e gráfico que até o Parlamento do Japão desaprovou o livro. E o que acontece quando as autoridades criticam algo? Isso mesmo: Sucesso absoluto. Além disso, houve os filmes e o mangá, publicado por aqui pela Conrad.

A história você já conhece. A garotada de uma certa escola é jogada em uma ilha com armas à vontade e a única regra é: Só pode sobrar um. São páginas e mais páginas de adolescentes se matando das maneiras mais criativas possíveis. Professores de todo o Japão disseram que isso é errado, mas nós não acreditamos neles.

#6 – Deadman Wonderland (2007)

Deadman Wonderland não só é um herdeiro da tradição de “Battle Royale” como é também uma arena de gladiadores moderna (que, de certa forma, é também um tipo de battle royale, não?), já que o “jogo da morte” da vez é em uma prisão-parque-temático (não pergunte) na qual os presos, obviamente, lutam até a morte, sendo assistidos por ricaços que querem ver sangue. Um UFC mais sincero, digamos.

Neste mangá, de autoria de Jinsei Kataoka e ilustrado por Kazuma Kondou, publicado por aqui pela Panini, o personagem principal é um garoto, desses típicos protagonistas amedrontados, que é jogado na prisão por um crime que não cometeu – matar todos os alunos de sua classe… bobagem… – e agora ele quer provar sua inocência nesta chacina, participando de várias outras chacinas.

Porque, se a matança é aprovada por caras ricos, então tudo bem. O mundo tem dessas.

#5 – O Sobrevivente (The Running Man, 1987)

Mais jogo da morte! Mais prisioneiros! Mais matança! Mas “O Sobrevivente” é diferente, pois entende que não é só a elite que quer ver sangue. O povão também!

"Corta pra mim!!"
“Corta pra mim!!”

No filme temos um reality show, O Sobrevivente, estourando de audiência (hein? hein?), no qual condenados lutam por suas vidas para milhares de pessoas assistirem pela TV. Ou você não acha que o Big Brother ficaria bem mais interessante se os participantes tivessem umas metralhadoras e motosserras? Apesar de que, só de ter o Ahhhnold Schwarzenegger no elenco, já é bem mais interessante que o BBB.

O longa-metragem é baseado em um livro de Stephen King, e ao que parece, deixou muito das mensagens sociais do livro de lado, e focou mais em batalhas bizarras em sequência. Resultado: Um clássico do trash. Toma essa, King.

#4 – Kamen Rider Ryuki (2002)

Kamen Rider em um jogo da morte? Pois é. Na série Kamen Rider Ryuki, a terceira série de televisão da retomada da franquia em 2000, existem 13 Riders, que devem se enfrentar em uma série de batalhas em um mundo alternativo, e o vencedor poderá realizar um desejo.

É bonequinho pra caramba!
É bonequinho pra caramba!

Os Riders lutam contra monstros também, é claro. Inclusive, cada Rider tem um monstro próprio (o principal tem um dragãozão!!). Mas aqui nesta lista, o que interessa é que tem um monte de Kamen Riders se batendo, e rolam até alguns combates fatais! Rider matando Rider! Ô loco!

#3 – Highlander (1986) – com colaboração do Pedro Catarino

E agora, mais um clássico! Em Highlander, um grupo de imortais vive um ciclo de disputas e conflitos, no qual todos devem se enfrentar e derrotar seus oponentes através da decapitação. Espadas, cabeças rolando e sotaque escocês. Isso é um filme! É impossível não lembrar da frase clássica da produção: “Só pode haver um!!”, uma expressão que resume bem o espirito desse tipo de obra.

E tem o Christopher Lambert de kilt, também, se isso lhe interessar.
E tem o Christopher Lambert de kilt, também, se isso lhe interessar.

Mesmo que hoje possa parecer datado e com um ritmo um pouco lento demais, o visual ainda impressiona e conquistou público e crítica em sua estreia na década de 80. O sucesso foi tamanho que abriu a porta para diversas sequências de qualidade duvidosa, séries de televisão, games e quadrinhos. No final das contas, nenhum material extra conseguiu chegar aos pés do original. É, parece que só pode haver UM mesmo! (Intervenção do Cassião “Bacanudo” Medauar! – Frescura do redator. O 3 e o 4 são bem honestos, e a série de TV é bem legal também).

#2 – Diário do Futuro (Mirai Nikki – 2006)

Um dos sucessos absolutos da JBC em 2013, Diário do Futuro é um mangá envolvente e intrigante, onde 12 pessoas ganham, cada uma, um “diário do futuro” (não, sério?!) na forma de um telefone celular, salvo exceções, que pode prever o futuro. Isso já bastaria para uma história interessante, se não fosse o Deus Ex Machina, o ser que organizou tudo isso, fazendo com que todos esses portadores se enfrentem até a morte, para que o vencedor se torne Deus!

O que se segue são diversas batalhas inusitadas, nas quais cada um tenta criar armadilhas contra seu oponente usando as previsões do futuro, e as mudanças no futuro causadas pelas suas ações. Além disso, cada diário prevê o futuro de uma forma diferente; umas mais úteis que as outras. Afinal, prever o futuro especificamente dos seus cachorros não vai te ajudar a matar muita gente …

O volume final de Diário do Futuro, o número 12, estará nas bancas a partir de janeiro. Não perca!

#1 – Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2008)

O maior sucesso mundial do momento (exagero?), Jogos Vorazes poderia muito bem ser só mais um desses livros de adolescente, alvo fácil de críticas por quem quer mostrar que tem cultura e “não lê esse tipo de bobagem”, mas no fim das contas é uma história sólida sobre política e injustiça social. Com o bônus de ter adolescentes se matando, o que torna tudo muito melhor.

Na verdade, a trilogia é um guia de caça de pássaros. Não sigam o exemplo.
Na verdade, a trilogia é um guia de caça de pássaros. Não sigam o exemplo.

Jogos Vorazes tem de tudo. Em um futuro pós-apocalíptico (check!), o governo opressor (check!), punindo o povo pobre e faminto (check!) após uma revolta, organiza uma batalha campal até a morte (check!) transmitida pela televisão (check!). Após sua irmã menor ter sido sorteada para participar desta edição, Katniss Everdeen se oferece em seu lugar (check!), e é assim que começamos a história.

Mas o mais importante de tudo isso é: Tem Jennifer Lawrence no filme!

CHECK!!
CHECK!!

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Não perca, pois, em breve, mais uma batalha mortal vai explodir as bancas (não dá pra parar!!), com BTOOOM! Pela JBC!

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Leo Kitsune

Assistente editorial na JBC, alquimista federal especializado em pagode dos anos 90. Lendo mangás profissionalmente desde 2013.

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