Recém chegados ao Brasil, a dupla desabafa e diz que não achava que levaria o bicampeonato

Dever cumprido, vitória conquistada. E agora, quais são os planos da dupla?
Gabriel: A gente agora precisa descansar um pouco, né? Mas logo depois já começamos os preparativos para uma nova apresentação.
Jéssica: Nossa, acho que descansar bastante. Foram três meses bastante intensos, com ensaios e preocupações.
Um último ensaio antes da finalQual foi o momento crucial para vocês, aquele da certeza da vitória?
G: Acho que só soubemos de verdade que tínhamos ganhado quando o Igor nos avisou. Depois que anunciaram a China em segundo lugar, eu não sabia mais quem venceria, poderia ser qualquer um.
J: Acho que esse momento não existiu. Foi apenas no momento do anúncio final que a gente soube. Aliás, o Igor tava quase mais empolgado que a gente, gritando “Vão lá! Nós ganhamos!”. Acho que foi nessa hora mesmo.
Como foi quebrar o tabu de que robôs não ganham prêmios em concursos de cosplay japoneses?
G e J: Acho que quebramos dois tabus. O primeiro foi aquele que eu disse que quando fosse para o Japão, ia ensinar aos japoneses como que se faz uma apresentação com robôs. O segundo tabu foi aquele que algumas pessoas ficavam criticando por aí que o Brasil só foi campeão em 2006 por pura politicagem. Nós [brasileiros] conseguimos é porque somos bons mesmo!
Jéssica como Jo de Burst AngelDo que você acha que os juízes e o público gostaram mais da apresentação de vocês?
G: Depois do concurso eles vieram conversar com a gente. Os juízes se impressionaram com a nossa preocupação e a riqueza dos detalhes, que iam desde a fumaça no chão feita de talco que se levanta na hora que cai a parede, os leds dos fios do braço danificado do Jango e até mesmo a jaqueta que a Jéssica estrategicamente deixa escorregar pelas suas costas na hora que começa o tiroteio.
Como foi o relacionamento com as demais duplas partipantes?
J: Todos, sem exceção, foram extremamente simpáticos. Achei que a dupla dinamarquesa estava um pouco distante, mas não só da gente, mas do grupo todo.
Grupo brasileiro de D-Gray ManE o problema do idioma?
G: Nossa, foi uma complicação. Ninguém falava o mesmo idioma. A gente enrolava um pouco com o inglês e o espanhol.
J: A gente tentava se virar com o inglês e o espanhol, mas tinha duplas, como a coreana, por exemplo, que não entendia nadinha de inglês, muito menos espanhol.
De quem vocês ficaram mais próximos?
J: Acho que ficamos bem próximos das espanholas, dos coreanos e das italianas.
G: A gente fazia muita farra no hotel durante a noite com as alemãs também. Sempre rolavam umas guerrinhas de água por lá!
O tamanho do robô impressionaComo foi a agenda de compromissos organizada pela TV Aichi no Japão?
G: Nossa agenda não era muito apertada, mas era rigorosa nos horários.
J: Nós tínhamos as manhãs livres para passear, fazer compras e o que mais estivéssemos com vontade. Nossos compromissos começavam à tarde e iam até o fim da noite. Mas era muito divertido.
O que vocês mais gostaram no país?
G: Acho que a pontualidade. Os japoneses eram bastante pontuais com o horário. E também tinha a questão do respeito com as coisas. Nem mesmo com a rua vazia podíamos atravessar a rua, por exemplo. Eles seguem as regras à risca.
J: Eu me impressionei bastante com a educação das pessoas. Eles [os japoneses] são bastante regrados e muito amigáveis. E eu também gostei muito do Centro Pokemon.
Minutos antes de entrar em cenaE o que menos gostaram?
G e J: Do calor.
O que vocês acharam mais diferente por lá?
G e J: Tudo era diferente.Desde os costumes, à cultura, os jeitos, era tudo uma grande novidade para a gente.
Fizeram muitas compras?
G: Além dos presentes para família e amigos eu ainda comprei uma filmadora e mais algumas coisas.
J: Eu comprei uma máquina fotográfica e um PSP, além dos presentes, é claro.
O que essa vitória representa para cada um de vocês?
G: Missão cumprida, quebramos vários tabus e ainda provamos que não somos apenas ‘papo’.
J: Eu também acho que esse sentimento de missão cumprida é o que representa essa vitória. Estamos bastante satisfeitos.
Entrevista por Jefferson Kayo
:: Veja também a entrevista com Igor Inocima, responsável pelas duplas no Japão