JogaBC: Bravely Default (3DS)

Às vezes é bom voltar um pouco no tempo e jogar um bom e velho JRPG tradicional… em glorioso 3D! “Bravely Default”, a nova aposta da Square Enix, é um retorno ao clássico sistema de sua franquia Final Fantasy que todos aprendemos a amar por décadas, mas com o toque de classe e os diversos recursos que o 3DS tem a oferecer.

Mapa! Encontros aleatórios! Batalha por turnos!

Em Bravely Default, controlamos um grupo de quatro heróis, cada um com sua própria história. Tiz é um garoto do campo, que tem sua vila inteira, do nada, engolida por um buraco. Agnés é uma sacerdotisa do vento que se vê com problemas pois… o vento parou. Edea deveria capturar Agnés mas trai seu exército e decide se juntar a ela. E Ringabel não tem memória.

Capa europeia do jogo, com os personagens principais.
Capa europeia do jogo, com os personagens principais.

O sistema é o que todos já conhecem e muitos ainda amam: você pode escolher (e até mesclar) as classes dos personagens e fazer com que eles sejam do seu jeito; seu grupo anda por um vasto mapa e encontra monstros aleatórios o tempo todo. A maior novidade é o sistema de “Brave” e “Default”: Você pode abrir mão de um turno com o “Default” e depois usar seus turnos acumulados todos de uma vez com o “Brave”. Depois de dominar esse recurso, diversas estratégias diferentes são possíveis. As batalhas em Bravely Default são como você quiser.

Mas essa é a parte mais aberta e personalizável do jogo, pois, de resto, é uma história bastante linear. O que não chega a ser um problema, pois é uma boa trama, que envolve política, religião, um mundo amplo e detalhado, e personagens bastante carismáticos. Destaque para a ótima dublagem, tanto em inglês quanto em japonês, beneficiada por diálogos muito bem escritos. Inclusive, depois de cada cutscene, existem diálogos, nos quais os personagens interagem em assuntos que não necessariamente têm a ver com a história do jogo, por exemplo “como era a sua vida no convento?” ou “como é a culinária do seu reino?”. Afinal, não é possível que um grupo de quatro pessoas não converse sobre coisas do cotidiano. Parece bobo, mas faz a diferença.

Trailer com mais detalhes do gameplay.

Tudo isso é acompanhado de belíssimos gráficos, e com o ótimo recurso de profundidade 3D do console portátil. Muitos não gostam e nem usam o efeito 3D, mas esses estariam perdendo a chance de ver os lindos e vastos mapas do jogo em toda sua plenitude, enquanto os navega em um dirigível. Sim, tem um dirigível no jogo. Tem como ser ruim?

Collector’s Edition: A experiência completa

Se você é fã da Square Enix e de Final Fantasy, e por consequência está empolgado com Bravely Default, a edição de colecionador tem que estar na sua lista de sonhos de consumo.

A caixa conta com o jogo (não, sério?); um baralho de cartas de AR (realidade aumentada) que podem ser usadas em conjunto com a câmera e o efeito 3D do 3DS em certos trechos do jogo; o artbook com rascunhos e artes conceituais do jogo e dos personagens desenhados por Akihiko Yoshida (o mesmo de Final Fantasy Tactics); e um CD com a linda trilha sonora do jogo.

O “Collector’s Edition” é mais voltado aos fãs fervorosos , mas também deixa qualquer um minimamente interessado no jogo automaticamente apaixonado pela nova franquia.

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Leo Kitsune

Assistente editorial na JBC, alquimista federal especializado em pagode dos anos 90. Lendo mangás profissionalmente desde 2013.

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